"Então, comeu kibe cru e sentiu a vida nascer. Desse dia em diante tomou gosto pela vida e só passou a comer..." (Trio Mocotó)



sábado, 21 de junho de 2008

La bolea de Gerson

ginko biloba

Boa noite a todos! Ou bom dia, dependendo de a que horas você está acessando o nosso blog... Hoje eu não queria falar nem de tempo e nem de telefone, mas, pelo tocar no assunto é inevitável, depois de enviar uma mensagem de texto avisando que não poderia postar hoje e, a noite, verificar que nada foi feito...

Mas vou mudar o foco! Onde eu estava que não postei nada? Como todo bom brasileiro, fui fazer algumas comprinhas no Paraguai. Sabe como é, sonegar um pouco de impostos, burlar a fiscalização da receita... como todo bom brasileiro! Nada significativo. Apenas algumas compras pessoais, uma pen-drive, um mouse novo para o computador e outras coisas pequenas. Mas o que mais me impressionou foi a atitude de muitos outros bons brasileiros.

Já dizia Gerson que a gente deve tentar sempre levar vantagem. Bem, muitos tentam!

Por algum motivo a entrada no país vizinho estava congestionada. Uma fila imensa que, depois, descobrimos se tratar de algumas pessoas entregando folhetos das lojas. O que acontece sempre que há filas em qualquer lugar? Gersons furam a fila. Ficam irritados quando há alguma demora e nunca percebem que são pessoas como eles que atrasam mais ainda o processo todo.

Entre muitos carros, vários caminhoneiros se chamavam Gerson. Fica fácil jogar um caminhão contra um carro. É óbvio que o carro vai sair da fila e deixar o caminhão entrar na fila. É?

Um bravo motorista ousou fazer o contrário! Comprou briga com o caminhoneiro! Não deixou ele entrar, mas quando não teve outra alternativa fez o que todos devem fazer. Falou com a polícia rodoviária.

Confesso que depois disso eu não pude acompanhar, afinal de contas, literalmente, a fila anda. Devagar, mas anda!

Só acho que deveria ficar registrado que, apesar de descermos a lenha em muitos comportamentos aqui no Boca Livre, também sabemos reconhecer quando alguém faz algo correto.

Tudo bem, eu sei que é provável que nada tenha acontecido com o caminhoneiro, que o motorista injustiçado acabou perdendo mais tempo do perderia caso tivesse apenas deixado o caminhão passar, mas às vezes devemos fazer como ele. Não ser tão egoístas e saber (ou ter a esperança) que aqueles minutos perdidos, aquele esforço extra não são por nós, não é para cada um, é pelo bem maior, é para todos!

2 comentários:

Carolinda disse...

Axo que são mto dignas as últimas palavras do texto: "...aquele esforço extra não são por nós, não é para cada um, é pelo bem maior, é para todos!"

Em uma festa beneficente, recentemente aki em mgá, uma mulher mto rica fez várias doações de excelentes brindes para serem distribuídos após o jantar. Além disso, ela conseguiu outras pessoas, tbém cheias da grana, para doações. Uma dessas doações foi uma poltrona mto "CHIC", confortável e cara. Ok! o jantar aconteceu, comes e bebes de primeira.. e a hora do sorteio.. brindes e mais brindes... no entanto, um deles "ficou de fora". O pessoal da organização "não tem idéia" de onde foi parar. ARRAN!!!
O q essa história tem a ver com o texto? A mulher rica q conseguiu outras pessoas para doarem os famosos e aguardados brindes poderia, ou melhor, deveria pedir satisfação a respeito do "sumiço" da tal poltrona, uma vez q a responsável por essa doação não teve participação direta na festa. Por vergonha a distinta senhora prefere manter-se calada. Pô, por essa atitude eu repito o q apontei acima:"...aquele esforço extra não são por nós, não é para cada um, é pelo bem maior, é para todos!"

Adianta ela conseguir isso e aquilo, mas na hora de detectar uma grande falha, uma atitude desonesta de alguém sem escrúpulos, ela prefere calar-se?
Por isso, tbém, hj mtas pessoas são resistentes qdo o assunto é obras de caridade, pq tem sempre uns Gersons kerendo se dar bem!
Q ABSURDO!!! ABRAM SUAS BOCAS!!!

custela disse...

é sempre o famoso jeitinho brasileiro... eita nóis