"Então, comeu kibe cru e sentiu a vida nascer. Desse dia em diante tomou gosto pela vida e só passou a comer..." (Trio Mocotó)



sábado, 14 de junho de 2008

Inflação nas ruas de Maringá

caco modula

Os preços dos alimentos estão maiores. O transporte coletivo também. Pedágio, combustível... Índices altos de inflação refletem no aumento do custo de vida. Sair à noite em Maringá também tem ficado cada vez mais caro, não somente por causa dos preços de convites e da consumação nos bares, restaurantes e boates. Além de tudo isso, a inflação atingiu a tabela dos guardadores de carros. Se até pouco tempo eles pediam R$ 3 para cuidar dos veículos, hoje já cobram R$ 5. E o pagamento tem de ser adiantado, ou seja, antes mesmo de gastar com a diversão, o maringaense precisa gastar com o flanelinha.

Se o motorista não paga, pode ter o carro riscado ou roubado. Se diz que R$ 5 é muito dinheiro, precisa ouvir a reclamação dos tais guardadores de carro, mas de repente até consegue um desconto: o preço diminui e volta para os R$ 3. Se o motorista pergunta por que deve pagar adiantado, escuta o flanelinha dizer que é de confiança, que é “cabra homem” e coisas afins, tudo para convencer o cliente de que o serviço será bem feito. Engraçado nessa situação é ter de confiar em uma pessoa que nunca vimos antes.

Tudo bem. A rua é pública. Se eu quiser estacionar e não pagar para ninguém, não sou obrigado, certo? Então é só ligar para a Polícia que ela resolve o problema? Bom, faça o teste. De manhã, à tarde ou à noite, os flanelinhas invadiram as ruas da cidade. Há lugares em que o motorista precisa pagar o estacionamento regulamentado e o guardador de carro. E você já tentou fazer alguma reclamação para a prefeitura? Então, faça o teste. É só para passar raiva.

De qualquer forma, discute-se a regulamentação da “profissão”. O que será que devemos esperar depois que os flanelinhas tiverem direito a cobrar dos motoristas para que possam estacionar no centro da cidade? Sem a regulamentação já dominam todo o espaço e deixam os motoristas acuados e os fazem sentir-se ameaçados. O próximo passo seria nos obrigar a deixar a chave do carro com eles para que possam estacionar o veículo para nós. Será?

3 comentários:

Carolinda disse...

Esse tema é um dos q mais me "choca"!
A regulamentação da tal profissão entaum.. pff.. nem se fale..
Noite atrás eu dei uma de João sem braço e disse ao "Dr Flanelinha" q daria sim MAS SOMENTE NA VOLTA E A QUANTIDADE?!?! bem, seria a q tivesse no porta níquel (rsrsrsrsrs) ele mto revoltado disse: "Minha senhora (eu tenho 25 anos, isso jah foi uma grande ofensa.. SENHORA???) mas ae naum dah neh... ae como é q a gente fica?" Eu respondi: "Sempre foi assim.. a gente acerta na volta.. e eu naum tenho trocado aki e ainda q tivesse... vamos estabelecer uma relação de confiança mútua.. até pq eu NAUM SOU ABRIGADA A TE PAGAR. Cuida bem do meu carro q na volta eu vejo se vc merece o preço q está determinando."
Td isso foi conversado numa boa.. até pq eu fikei com medo dele "machucar o carrinho de papai". E na volta eu naum dei os 3,00, eu paguei 2,50 mais ou menos.
Q isso gente.. o cara tava do outro lado do mundo qdo eu fui p/ carro. Será q ele cuidou de verdade durante a noite toda? A gente sabe q naum é assim. E outra, eu naum tinha mais do q dei a ele e naum iria providenciar mais SÓ pq ele pediu. Ae ele argumentou dizendo q cuidou bem e tal e eu deveria pagar os 3,00 e eu respondi numa boa explicando a ele q naum tinha mais $ e q ele naum tinha o direito de determinar 3,00 pq a rua é publica e q com ctz eu estava dando o q ele merecia, pois eu nunca dei 2,00 a nenhum flanelinha, portanto os 2,50eram suficientes.
Ele entendeu (principalmente qdo eu disse sobre a rua ser publica rá rá rá)
O fato é.. agora eu vou sustenta-los simplesmente p/ proteger meu carro? Isso é uma vergonha. E pq as autoridades regulamentariam essa profissão? Eles nos exploram, isso qdo naum saum mal educados e grosseiros, ás vezes dá medo e olha q eu naum sou de bater boca c/ eles.
Enfim, regulamentando essa profissão, as autoridades se preocupariam menos c/ o q fazer c/ eles para q nós nos preocupemos em guardar os 3,00 por noite p/ banca-los. É DMAESSSSSSS MESMO!!!
E ainda q naum seja dessa forma.. saindo do nosso bolso jah é um absurdo. Mesmo naum kerendo repetir o q jah foi dito varias vezes.. A RUA É PÚBLICA.. ou naum??????

Amanda disse...

MEU.........................
eu odeio planelinha...prefiro outro tecido!
pronto, falei!!!

A.Amorim disse...

Em defesa dos flanelinhas. Quando vou à praia de Copacabana sempre deixo as chaves do carro com o flanelinha pois há uma confiança mutua, e nunca aconteceu nada com o carro e também nunca fora subtraido nenhum valor. Quanto ao valor do dito estacionamento, bem, fica a critério do "patrão"(Proprietário do Veiculo). Jamais tive problemas nesse sentido de ter que negociar com os flanelinhas ou outro tecido.. rs

O fato minha gente, é que temos que ter jogo de cintura, saber dialogar, gerenciar os conflitos de interesses.