"Então, comeu kibe cru e sentiu a vida nascer. Desse dia em diante tomou gosto pela vida e só passou a comer..." (Trio Mocotó)



terça-feira, 2 de setembro de 2008

Nossos valores valem mesmo alguma coisa?

ginko biloba

Caros leitores, vocês bem sabem que 3 de nossos 4 jornalistas trabalham, de forma permanente ou temporária, no ramo político, ou com políticos. Apesar disso, ainda somos homens de princípios! Pelo menos nos consideramos assim...

Sempre tivemos nossos valores e nossas opiniões e, embora saibamos que nem sempre são os mesmos, tentamos nos agarrar a eles. A pulga que está atrás da minha orelha é, será que trabalhando nesta área, estes valores se tornam mais fortes ou acabamos por transformar a opinião dos outros em valores?

Aqui em Campo Mourão, trabalho para o candidato de oposição, que foi considerado, por muito tempo e por muitas pessoas, um bom prefeito. Enquanto tentamos fazer um trabalho sério, o candidato da situação parece estar jogando sujo. Parentes na administração, mentiras deslavadas e inaugurações de obras obviamente eleitoreiras são apenas algumas de suas práticas. Agora, será que eu pensaria assim se não estivesse trabalhando do outro lado? Será que imagem de prefeito dos pobres que ele tenta passar representa realmente seu espírito altruísta? Será que as cervejas e churrascos pagos seriam apenas uma caridade? Será que as obras da empresa prometida atrasaram de verdade, e a inauguração a uma semana das eleições é mera coincidência?

Espero que os nossos valores sejam realmente valores e que possamos continuar fazendo alguma diferença para que eles sejam pelo menos conhecidos pelas pessoas e que elas façam o que quiserem com eles, aceitando-os ou não, mas sem dúvida, respeitando-os, como nós também fazemos com os outros.

4 comentários:

Finito Carneiro disse...

É, meu caro... Aqui também é assim! Em Maringá também é assim! Pode ser que lá também seja assim...

As empreiteiras municipais nunca trabalharam tanto na vida quanto agora! ahahahahah!

Anônimo disse...

obras eleitoreiras? talvez. certo é que para construir uma escola, por exemplo, não são gastos apenas dois meses, por isso, é um pouco equivocado dizer que tal escola foi construída neste ano. tem certeza de que as obras tiveram início há dois meses? procurou saber quando o projeto foi elaborado? há quanto tempo espera liberação de verba do governo federal ou do estadual? no serviço público nada é tão simples quanto parece. isso tudo que escrevi não significa que as obras eleitoreiras não existam. elas existem e aos montes. só não dá pra generalizar e colocar todo mundo no mesmo saco e dizer que são todos iguais.

Yú disse...

mas de que saco estamos falando?? Da farinha?? do arroz?? do feijão?? Até quando vamos ter que escolher os feijões?? Dizer que não são todos iguais é dar legitimidade a uma democracia ineficiente, pior ainda, é colocar a culpa nos eleitores por maus políticos!! Mas querido Ginko... a sua dúvida é pertinente e acho que posso dar uma resposta à ela, desculpa, mas não acredito em altruísmo, principalmente o político (ler o livro, A Política dos Outros de Teresa Caldeira), pq é nesse momento, o tempo da política, que as facções se re-organizam, as jogadas políticas são necessárias e muito competente aquele que as usufruir com melhor sabedoria!!! E cá entre nós...essa coisa de valores é um tanto quanto subjetiva, não acha?? Agr pensem comigo, essa sujeirada toda é válida pq?? Pq como disse nosso amigo anonimo, nem todos somos iguais e vamos lá nós, escolher feijões!!!

custela disse...

um dois tres
saco de farinha
quatro cinco seis
saco de feijão
trabalhando dona formiguinha
vai enchendo aos poucos seu porão

hahaha
minha vó cantava essa musikinha pra mim qdo era pequeno