"Então, comeu kibe cru e sentiu a vida nascer. Desse dia em diante tomou gosto pela vida e só passou a comer..." (Trio Mocotó)



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terça-feira, 6 de abril de 2010

Campo Mourão d e Boca aberta!

Ginko Biloba

E Maringá e Campo Mourão continuam na disputa.

Depois de de alguns anos de uma "falsa trégua" atribuída à lei seca instituída na cidade, Campo Mourão chegou ao seu 9º assassinato durante esta semana.

O terceiro mês do ano recém acabou, o que gera uma média de 3 assassinatos por mês... quase 1 por semana.

Mas Maringá, uma cidade que possui mais do que 3 vezes a população de Campo Mourão, já registrou 12 assassinatos no ano. Já ou ainda? Maringá ficou com uma média de 4 por mês, mas se compararmos com uma cidade do tamanho de Campo Mourão, tão perto, tão menor e com uma média tão próxima, Maringá parece aquela cidade que foi assunto do Globo Repórter como cidade menos violenta do país.

Todo mundo sabe que a cidade canção não é tão pacífica assim! A reportagem, à época, chegou a revoltar algumas pessoas e intimidar outras com o temor de que o resultado fosse um aumento da violência local.

Mas o que revolta mesmo é uma cidade do tamanho de Campo Mourão ter tantos problemas quanto uma cidade do tamanho de Maringá!

O trânsito ainda é fácil, as universidades estão se espalhando, mas a violência e o poder público são revoltantes.

Há anos a cidade sofre com médias altíssimas de assassinatos e nada acontece. A lei seca proíbe bares e restaurantes de vender álcool depois da meia noite e ainda assim a violência continua...

Seria culpa da população, que teima em eleger pessoas sabidamente envolvidas em escândalos políticos, candidatos condenados (em primeira instância, mas condenados) por crimes eleitorais como uso de funcionários públicos e máquina administrativa em campanha, candidatos que promoetem mundos e fundos ao funcionalismo mas acabam no fundo, prestigiando os estagiários da prefeitura, que, devido a uma greve dos profissionais da saúde e educação, estão atendendo à população mourãoense hoje!

É revoltante!

sábado, 14 de junho de 2008

Inflação nas ruas de Maringá

caco modula

Os preços dos alimentos estão maiores. O transporte coletivo também. Pedágio, combustível... Índices altos de inflação refletem no aumento do custo de vida. Sair à noite em Maringá também tem ficado cada vez mais caro, não somente por causa dos preços de convites e da consumação nos bares, restaurantes e boates. Além de tudo isso, a inflação atingiu a tabela dos guardadores de carros. Se até pouco tempo eles pediam R$ 3 para cuidar dos veículos, hoje já cobram R$ 5. E o pagamento tem de ser adiantado, ou seja, antes mesmo de gastar com a diversão, o maringaense precisa gastar com o flanelinha.

Se o motorista não paga, pode ter o carro riscado ou roubado. Se diz que R$ 5 é muito dinheiro, precisa ouvir a reclamação dos tais guardadores de carro, mas de repente até consegue um desconto: o preço diminui e volta para os R$ 3. Se o motorista pergunta por que deve pagar adiantado, escuta o flanelinha dizer que é de confiança, que é “cabra homem” e coisas afins, tudo para convencer o cliente de que o serviço será bem feito. Engraçado nessa situação é ter de confiar em uma pessoa que nunca vimos antes.

Tudo bem. A rua é pública. Se eu quiser estacionar e não pagar para ninguém, não sou obrigado, certo? Então é só ligar para a Polícia que ela resolve o problema? Bom, faça o teste. De manhã, à tarde ou à noite, os flanelinhas invadiram as ruas da cidade. Há lugares em que o motorista precisa pagar o estacionamento regulamentado e o guardador de carro. E você já tentou fazer alguma reclamação para a prefeitura? Então, faça o teste. É só para passar raiva.

De qualquer forma, discute-se a regulamentação da “profissão”. O que será que devemos esperar depois que os flanelinhas tiverem direito a cobrar dos motoristas para que possam estacionar no centro da cidade? Sem a regulamentação já dominam todo o espaço e deixam os motoristas acuados e os fazem sentir-se ameaçados. O próximo passo seria nos obrigar a deixar a chave do carro com eles para que possam estacionar o veículo para nós. Será?

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Cinto de segurança é motivo de vergonha?

caco modula

Minhas sinceras desculpas pela demora na postagem. Dia difícil. E dias difíceis geralmente começam com atraso para o trabalho e um monte de motoristas sem responsabilidade para deixar os nervos ainda mais exaltados. Depois disso, o que vem é só para deixar tudo mais desgastante. Mas os problemas pessoais não são relevantes aqui, por isso vou falar sobre a falta de conscientização dos motoristas de Paranavaí.

Já começa tudo errado. Há quem diga que colocar o cinto de segurança é motivo de vergonha, já que na cidade, “quase ninguém usa”. O argumento é tosco, mas é comum. De repente, o motorista – sem o cinto – dá a partida no carro e sai como um desesperado, sem dar seta, e não se importa muito com quem está vindo logo atrás.

A velocidade varia: alguns aceleram demais, outros de menos. Se vão virar, não sinalizam, se vão parar, também não. E quem está atrás tem de adivinhar o que vai acontecer logo adiante. Mas isso não é privilégio de paranavaiense. Em Maringá a falta de respeito é uma constante e nem as câmeras instaladas nos semáforos ou as placas indicativas de preferência para o pedestre garantem segurança no trânsito.

Enquanto isso, fala-se em quadrilhas responsáveis pela venda de carteiras de habilitação, aumento de multas de trânsito e acidentes causados pela imprudência de motoristas. Se isso não mudar, não há ação do poder público que reverta os problemas de trânsito em Paranavaí, em Maringá ou em qualquer outro lugar do Brasil.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

A zona do trânsito de Maringá

ginko biloba

Vivendo diariamente o trânsito desta megalópole que é Maringá, lendo a postagem no blog do Torero (http://blogdotorero.blog.uol.com.br/) de 22/5/2008, ouvindo, vendo e lendo o Arnaldo Jabor e o Flávio Gikovate na CBN, não tive escolha a não ser comparar este caos ao sexo.

No sexo, hoje em dia, o que parece dominar a nossa libido é a vontade de satisfazer ao outro. Os homens fazem uso de medicamentos mesmo quando não precisam, pensam na morte da bezerra e outros tantos truques para adiar o orgasmo. E ainda se punem quando acham que não conseguem fazer a companheira gozar. Já as mulheres se plastificam, se envergonham e acabam por comprometer o próprio prazer quando acham que têm um grama fora do lugar. Ambos tentam ser uma “Ferrari sexual”, como diz o Jabor.

E o que é o trânsito de Maringá tem a ver com isso? Se pensarmos em relação apenas como semelhanças, nada! No trânsito, a vontade de agradar ao outro e de fazer com que o outro se sinta bem (muito bem) com o que fazemos não existe. É verdadeiramente cada um por si e Deus por todos. O espírito de cooperação desaparece assim que fechamos a porta do carro ou a viseira do capacete. O pedestre faz valer o seu direito e prefere morrer na faixa de pedestre a deixar o apressado motorista passar o sinal no último suspiro de verde. O motorista apressado faz questão de passar pertinho do motociclista, só pra assustar, e ainda xinga o "motoqueiro". O motociclista com mais pressa que o motorista e mais direito que pedestre, prefere tentar chegar a tempo de mais uma entrega e morrer depois de bater em ônibus, a reduzir a velocidade.

Se pensarmos em relação apenas como semelhanças, o trânsito de Maringá é uma verdadeira punheta! Cada um por si, e só! Funciona, mas cadê a graça?!

terça-feira, 13 de maio de 2008

Há bens que vêm para o mal

adalberto mirinda

Teoricamente, a economia favorável deve trazer só benefícios à população. E, diretamente, é isso mesmo que acontece.
O Brasil está passando por uma ótima fase econômica. Não quero entrar no mérito da descoberta de quilômetros e mais quilômetros de reservas petrolíferas. Também não quero entrar no mérito do boom do cinema, e também, nem penso em entrar no mérito da criação da mais nova revista de Maringá. Para não citar outras magnificências...

A classe média vai muito bem das pernas.
Carros estão sendo comprados com uma facilidade nunca imaginada. As dificuldades financeiras de se obter um bólido esvairam-se como água em cano furado.
Só que, indiretamente, essa economia favorável está ajudando a entupir as ruas da cidade de automóveis. Quase todo mundo tem um. Quem não tem, está na Auto-Escola.

Maringá está se tornando uma cidade sem estacionamento. Uma cidade onde o pedestre não pode mais atravessar a rua, muito menos na faixa de pedestres.
Vendo o jornal agora a pouco, um especialista disse que daqui a cinco anos, São Paulo pára. De tanto carro que trafega por lá.
Tudo bem que São Paulo é a maior cidade da América do Sul e a quarta maior do mundo, mas temo pela cidadezinha Maringá.

No jornal, o repórter entrevistou três especialistas de trânsito, que falaram que, se a prefeitura não fizer algo a respeito, a cidade vai parar.
Finalizo esse artigo com um pensamento: "Por que é que prefeituras não dão emprego para esses especialistas, que realmente entendem da coisa?"

OBS: Eu não tenho carro.