"Então, comeu kibe cru e sentiu a vida nascer. Desse dia em diante tomou gosto pela vida e só passou a comer..." (Trio Mocotó)



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terça-feira, 16 de setembro de 2008

Apocalipse? No desenho animado isso era normal

caco modula

Estaríamos vivendo o fim dos tempos? Um bando de cientistas loucos inventou uma máquina para reproduzir o big-bang, a explosão que teria dado início ao universo. Tem gente otimista com a história. Tem gente achando que vai dar proago. Eu acho que de um jeito ou de outro, a idéia é fantástica.

Seria a solução de muitos mistérios. E aí, o homem veio do macaco, seguindo a teoria da evolução, ou foi o sopro divino, conforme os textos bíblicos? Seria possível encontrar outras formas de vida, já que a explosão teria dado origem a outros sistemas solares? É uma porta do conhecimento que se abre para nunca mais fechar.

E o problema seria se outras coisas fossem abertas (sem duplo sentido!). Pense. Quando o universo surgiu, formaram-se os buracos negros, as estrelas, astros. Tem quem defenda que seria possível a existência de universos paralelos, viagem no tempo e muitas outras situações que só vemos na ficção.

Se tudo isso for verdade, então os cientistas que trabalham no superacelerador de prótons estariam criando um grande problema: e se a nova explosão desse origem a um pequeno buraco negro dentro do planeta? Seríamos todos sugados para uma realidade alternativa? Ou seria o fim do mundo? Quem sabe acordaríamos em outro tempo. Não dá uma comichão de pensar que tudo isso parece agora tão perto?

Quando eu era pequeno, assistia aos Superamigos. Era muuuito legal, porque além dos poderes extraordinários, eles faziam viagens espaciais, eram sugados por buracos negros e iam para outras dimensões. Será que nossos super-cientistas também pretendem fazer tudo isso? Quero ver o que vai ser dessa história e, se for o fim do mundo, pelo menos que seja divertido como o desenho animado.

Por hoje é só.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Mais uma de celular

ginko biloba

Até onde vai a ética do ser humano?

Não sei por que, vivendo no mundo em que vivemos, coisas tão pequenas, quando acontecem com a gente, nos deixam indignados...

Depois de ler, ver e ouvir sobre senadores corruptos, sobre campanhas mentirosas, candidatos com a ficha mais suja que o Beira-Mar, o roubo de um celular me deixou p*#o ontem.

Na empresa na qual trabalho os funcionários têm alguns telefones celulares à disposição para poderem falar com clientes, como acontece em muitas empresas por aí!

Quando um deles "parou" de realizar chamadas, o mais natural é chamar o call-center. Como as novas regras ainda não estão valendo, 43 minutos depois, a mulher que me atendeu disse que o chip poderia ter sido trocado.

Duvidando um pouco da idéia estapafúrdia da jovem senhora, fui conferir. Vai que... né?!

E o chip tinha sido trocado!

Um telefone celular, que não sai de dentro da empresa, que, teoricamente, só é utilizado por pessoas da própria empresa...

É quando acontecem coisas perto da gente que passamos a perder a fé no ser humano. Sei que é triste pensar isso, mas a distância que existe entre nós e a política, às vezes acaba por nos anestesiar, por fazer a gente aceitar aquilo. Mas quando acontece perto da gente...

Não sei se cheguei a alguma conclusão depois disso, mas acho que o Boca Livre é o melhor lugar para expor coisas como esta!

É frustrante, pensar que pode ter sido qualquer um. E que qualquer um pode estar pensando que foi você!

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Espertinhos do ciberespaço

caco modula

Um mundo virtual surge nas telas do cinema. A proposta dos irmãos Wachowski de traçar um paralelo entre realidade e a vida no espaço cibernético não foi inédita. A trilogia Matrix baseia-se na obra de Jean Baudrillard – Simulacros e Simulações (1981) – e apesar das diferenças entre as duas idéias, a intenção é a mesma: levantar uma discussão sobre o uso das tecnologias binárias. No livro Cibercultura (1999), Piere Levy também fala das transformações que a realidade virtual (chamada por Levy de ciberespaço) impõe à sociedade.

E a internet tem, de fato, transformado as relações interpessoais. Já perceberam isso? As pessoas começam namoros e terminam namoros por chat. Começam amizades, criam inimizades. Usam sites de relacionamento para atingir ex-namorados e se preocupam com o que os outros vão dizer quando virem determinada foto. Tem gente que pára de fazer coisas importantes para mexer na internet. Você já se pegou nessa situação? Eu já.

Até aí, são questões pequenas, que envolvem brigas e reconciliações. Mas há problemas mais sérios: golpes, clonagem de cartões, vendas-fantasmas, transferências bancárias ilegais... A lista de crimes pela internet é extensa e as políticas e ações de segurança específicas para infrações cometidas na rede mundial de computadores são recentes e muitos nem conhecem. Por isso, todo cuidado é pouco e toda denúncia é importante para ajudar no combate aos crimes no ciberespaço.

Uma funcionária pública do Rio de Janeiro, conforme matéria publicada na revista Claudia foi enganada por um golpista. Ele conseguiu fazer com que ela retirasse do banco a quantia de R$ 22 mil, com promessas de amor eterno e tudo o mais. Começou com uma conversa em sala de bate-papo virtual, ela acreditou no que ele dizia e os dois começaram a namorar. Pouco tempo depois ele tinha o dinheiro e só não conseguiu mais porque ela teve coragem de denunciar. O caso é recente.

Quando criaram a comunicação em rede através dos computadores, os militares gringos estavam dando início a uma forma inovadora de relação interpessoal. A tecnologia binária em muito facilita nossas tarefas diárias, mas quem não sabe como utilizar a ferramenta, pode entrar numa sinuca de bico e se dar mal. Qualquer dúvida, peça ajuda, procure informações e se oriente. Só não dá pra ser enganado e deixar que espertinhos se dêem bem às suas custas, porque isso já acontece o tempo todo no mundo real.

Por hoje é só.

sábado, 31 de maio de 2008

A ignorância nossa de cada dia

adalberto mirinda

Meu pai veio com um joguinho esses dias, que é o mais divertido de todos.
Consiste em algumas questões acerca de algumas cidades do mundo, e o que temos de fazer é acertar o país onde essa cidade fica. Quanto mais perto da cidade você clicar no mapa-múndi, melhor serão seus pontos.

http://www.news.com.au/perthnow/index/1,21581,5015022,00.html

Quando comecei a jogar, na expectativa de fazer milhões de pontos, foi que baixou um Sócrates em mim e, só assim, pude perceber o tamanho da minha ignorância.
Como é que não sei onde fica a maioria dos países do planeta Terra? Como isso?
Pô, marquei a Ucrânia como sendo a Áustria. Marquei Malásia quando deveria marcar o Iraque. Marquei a Ilha de Páscoa lá na Nova Zelândia.

Mas não fui de todo burro. Me surpreendi com bastante informação que eu não sabia que sabia.


A dificuldade aumenta porque o jogo é todo em inglês

Está certo que essas são informações que nunca usaremos no dia-a-dia. De que adianta saber onde fica Kuala Lumpur? Ou que Sydney não é capital da Austrália?
Mas interessa, sim! De uma maneira ou de outra, a gente pode acabar participando de algum jogo de perguntas e respostas e acabar passando vergonha, como fez aquele jogador de um famoso reality show, ao afirmar que o mar que banha Minas Gerais é o Oceano Atlântico.


OBS: Agora à pouco, joguei pra ver qual seria minha pontuação: 27437 pontos, e cheguei até o nível 7. Sei que consigo mais, mas está tarde já...

quarta-feira, 28 de maio de 2008

A função cronômetro do celular

ginko biloba

Imaginem a cena:

Estava eu em um cartório, esperando na fila para tirar uma cópia autenticada de um documento e ouvi a conversa de quem já estava sendo atendido.

- O endereço é Rua Frorianópolis, número X. O CEP, eu não sei de cor - diz um senhor de aparência humilde à atendente do cartório, enquanto tratava de um contrato de aluguel.

- Rua Florianópolis?- indaga a funcionária, na tentativa de confirmar o endereço.

- É! Frorianópolis!- confirma o húmil senhor.

Quando tudo parecia resolvido, a pergunta crucial:

- E o endereço do locatário?

Quando aquelas palavras saíram da boca da atendente o senhor engoliu seco. Começou a suar frio, tremer as mãos e depois de uma gaguejada ele respondeu titubeante:

- Eu, eu não sei o endereço dele não. Precisa é?

- Precisa! – diz a mulher do outro lado do balcão.

E quando tudo parecia perdido, aquele senhor que falava errado, de aparência simples, e que negociava seu contrato de aluguel em um bairro modesto colocou a mão no bolso e com o sorriso de quem encontra uma nota de R$20,00 esquecida no bolso da última vez que usou a calça e já tinha dado como perdida, ele saca um telefone celular, com câmera de 1.3 megapixel, Bluetooth, visor colorido, sincronização com computador, infra-vermelho e mais utilidades que um BomBril.
E acaba dizendo:

- Se precisa do endereço, eu descubro já!

celular não moderno (ao menos tem cronômetro)


Quando estudamos comunicação, aprendemos que a impressão que todo mundo tem de que o tempo está passando cada vez mais rápido se deve ao excesso e à velocidade na qual a informação chega até nós. Isso é vivido diariamente por nós (nós 4 do Boca Livre, especificamente) quando temos a pressão de manter o blog atualizado para vocês, pois sabemos que um dia de atraso pode significar que muitos de vocês não acessarão mais a nossa página graças às informações desatualizadas. Mas o que eu gostaria de refletir é sobre outro fator que contribui para que isso ocorra e que não parece que vai sumir tão cedo, se é que vai! A telefonia celular.

Hoje, quando precisamos de alguma coisa, é só passar a mão no celular e falar com quem quiser. Quando não há crédito, um toque resolve. Quando está desligado, mandamos uma mensagem de texto para que a pessoa retorne o quanto antes, e assim contribuímos para que o tempo seja sempre mais curto do que realmente é.

Antes um privilégio de poucos, hoje quase todo mundo tem celular, pelo menos no Brasil. E não é exagero. As pessoas estão optando por ter um telefone celular ao invés de um telefone fixo. Não tem assinatura básica, por ele podemos conversar, escrever, ler e, para alguns, até acessar a internet, usar como agenda, de telefones e de compromissos. É que chamamos de convergência.

Estou neste momento rodeado de informações sobre isso. Quando a bateria acaba, a expressão em inglês é “my cell phone died” ou “meu celular morreu”. Ontem, eu fiquei sem bateria. Hoje, no trabalho, dois colegas não atenderam ao celular. É o suficiente para gerar uma crise organizacional, ou uma tempestade em um copo d’água. Enquanto o tempo passa cada vez mais rápido, parece que quem morre não é o celular, somos nós.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Inclusão digital no oitavo andar

ginko biloba

Hoje eu acho que entendi o que quer dizer “inclusão digital”. O fato de ter feito um curso universitário e de possuir, com meus amigos, um blog, já deixa subentendido que tecnologia não é um problema para as pessoas com as quais eu convivo. É na verdade uma solução. Não só para essas pessoas, mas, de um jeito ou de outro, para todo mundo.

Durante a faculdade de jornalismo, o rádio costuma encantar os estudantes e, comigo, não foi diferente. O fato de mexer com o imaginário dos ouvintes e de ser, como já diria , o fiel companheiro das pessoas, nos faz entrar em contato com os mais diversos tipos de pessoas. Pessoas que, muitas vezes não têm acesso a outra tecnologia além de um rádio e um telefone fixo para, de vez em quando, conversar com o locutor. Foi depois de sair de um estúdio de rádio essa semana que caiu a minha ficha sobre a chamada inclusão digital. Quando a porta do elevador se abriu, uma mulher que esperava ao meu lado me perguntou: “E agora?”.

A minha expressão certamente denunciava meu pensamento: “como assim, ‘e agora?’?”

“Eu preciso ir até o oitavo andar!”, disse ela.

A minha expressão continuou a mesma por mais alguns instantes, e mesmo a tendo mudado, aquela situação foi suficiente para me sentir meio Julio Verne, como se colocasse a mulher em uma máquina do tempo, ou algo assim, mas também para perceber que não são apenas notebooks de US$100,00 ou internet sem fio em locais públicos que irão promover inclusão e popularização da tecnologia! É preciso boa vontade e atitudes, mais do que outra coisa.