"Então, comeu kibe cru e sentiu a vida nascer. Desse dia em diante tomou gosto pela vida e só passou a comer..." (Trio Mocotó)



Mostrando postagens com marcador comportamento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador comportamento. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Post cor-de-rosa


Ginko Biloba

Outubro já está quase acabando, mas acho que vale a pena refletir sobre um tema que pode ter passado batido por muita gente. Outubro é o mês de combate ao câncer de mama.

É claro que "ações" e reflexões como essa não devem ficar restrita a um dia ou um mês, mas ainda assim, vale a reflexão. O câncer de mama, como qualquer câncer, é o crescimento de células malignas na região mamária e é cercado de muitos mitos e mistérios. Pouca gente sabe, por exemplo, que homens também pode ser vítimas dessa doença muita gente ainda acredita que anti-transpirantes ou sutiãs apertados podem ser causas para o câncer. Na verdade as causas são basicamente as mesmas de qualquer tipo de câncer, lifestyle, genética etc. Mas, se ele não é o mais agressivo, nem tão excepcional, nem causado por malévolos sutiãs ou antitranspirantes, por que é tão comentado? Porque faz prédios e monumentos mudares e cor, ou tem um mês inteirinho, só pra ele? Simples, tão simples quanto a sua "prevenção".

É tão comentado por se tratar de um símbolo da feminilidade, da intimidade da mulher e também pela facilidade da prevenção. O seio feminino é alvo de olhares e desejo por parte dos homens pelo mesmo motivo que é cuidado e tratado de modo tão especial pelas mulheres. É a ligação da mãe com o filho, é a fonte da vida para o recém nascido, por isso é tão preservado e motivo de tanta intimidade.

E a facilidade de prevenção? Pois é! Há muitos anos o auto-exame foi bastante disseminado, sendo até mesmo polemizado, como uma maneira de a mulher descobrir se há algo errado ou não. Simples, basta que a mulher se conheça e ela passa a se conhecer com o exame! Assim é fácil. A mulher toma banho todo dia, se lava todo dia, porque não se tocar e perceber se há algo diferente? O auto-exame permite que o tumor seja detectado precocemente, aumentando as chances de cura.

Há que defenda que o tumor detectado com o auto-exame já não está em estágio tão precoce assim, mas em uma sociedade que não está acostumada a fazer exames periódico, ainda mais quando a mamografia é recomendada apenas para mulheres mais velhas, cara, e pouco acessível na rede pública, já é uma grande coisa. Alguém já tentou fazer auto-exame pra detectar câncer de estômago, fígado, pulmão? É isso que faz o câncer de mama tão especial, e mesmo assim, há quem não faça e sofra com as consequencias de deixar um ato tão simples de lado.

As consequencias muita gente sabe, conhece, já viu ou ouviu falar. Qualquer câncer é capaz de derrubar até mesmo as pessoas mais fortes. Cirurgia, quimioterapia, radioterapia, fora o desgaste psicológico que a paciente tem. Pra ajudar, uma cirurgia pode comprometer toda a glândula mamária, desfigurando completamente aquilo que a mulher valoriza e o homem deseja, a sua feminilidade. É claro que a correção de problemas como esse estão cada vez mais acessíveis. É "fácil" colocar uma prótese de silicone para substituir ou corrigir o efeito devastador que uma cirurgia pode ter, mas não é a mesma coisa.

Acho que junto com outubro a paciência e força de vontade de ler também está chegando ao fim. Sei que não tem nenhuma novidade aqui, mas é só dessa maneira que a gente aprende, pela repetição e interiorização da mensagem. Então, enquanto tomar as medidas necessárias à prevenção não se tornam um hábito como lavar as mãos ou escovar os dentes, a gente tem de divulgar!

quinta-feira, 4 de março de 2010

Diversidade

Ginko Biloba

Aiai, depois de desbravar a cidade de São Paulo e assistir ao showzaço do Coldplay, cá estou eu, novamente pra falar de um assunto bastante peculiar, a diversidade.

São Paulo pode não ser Nova Iorque, em que 40% da população é estrangeira e, portanto, diversa, mas há tribos de todos os lugares na capital paulista.

Se as escadas de Maringá já ficam lotadas de EMOs, o Tribos cheio de roqueiros e assim por diante, São Paulo eleva isso ao superlativo, como tudo naquela "cidade".

Um dos lugares visitados foi a Galeria do Rock, um prédio comercial com lojas e mais lojas de camisetas, roupas, CDs, DVDs, BLDs, miniaturas e tudo mais o que indies e roqueiros curtem e compram. Ou seja, completamente diverso da minha realidade.

Mas esse post já estava idealizado muito antes dessa viagem. A diversidade sobre a qual eu quero falar é a diversidade sexual. Desde que estudei em Maringá, sempre ouvi as pessoas dizendo: um dia temos que combinar de ir ao Extravaganza, só pra ver como é que é... e coisas desse tipo.

Sempre ouvi pessoas dizendo que têm vários amigos gays, que aceitam a diversidade e "tudo e tal".

Mas será que a sociedade está pronta para aceitar a todas as pessoas, por mais diversas que elas sejam? Será que as pessoas estão preparadas para pensar que o que elas fazem com o corpo é problema de cada um? Ou com quem querem namorar, ou casar, ou transar?

Acho que o Big Brother está servindo para isso. Não que antes não tenham havido participantes homossexuais, porque houve e um, inclusive, venceu (Jean – quando a Grazi ficou em 2º). Mas nunca como nesta edição. Um travesti, uma mulher homossexual, um homem que, na minha visão, é, pelo menos, bissexual (Sérgio)... Causaram estranhamento no início, é claro. Até mesmo com os próprios participantes. Mas até os mais broncos,como Cadu, Eliezer, Dourado, já levam na boa e percebem que ninguém têm nada a ver com o que a outra pessoa faz ou deixa de fazer.

EU ACHO que o Boninho se superou. Não sei se era a idéia, mas serviu para isso. As pessoas tendem a simpatizar com os participantes, pensar que são pessoas de casa. Quem sabe era algo assim que faltava para quebrar de vez as barreiras do preconceito sexual. Se não, pelo menos deixá-la mais fraca!

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Suécia não!

ginko biloba

Olá, caros leitores! Sei que roupa suja se lava em casa e que muitos de vocês podem não concordar com o que vou escrever hoje, mas uma certa membra de nossa equipe tem ficado um pouco alheia ao nosso blog.

Leda Nius, como todos sabem está grávida, está trabalhando e fazendo todas as atividades que uma mulher moderna pode, tem e deve fazer. O que me fez pensar que daqui a algumas semanas ela pode querer uma licença maternidade do Boca. O que me fez pensar sobre o polêmico assunto da licença maternidade. Assunto que nem foi discutido no Boca na devida época, mas que o governo brasileiro conseguiu a proeza de aumentar seu período de 4 para 6 meses, lembram?

Pois é! Se até a metade do ano, mais ou menos, você engravidasse, você teria direito a 4 meses de licença maternidade, como sempre foi (ou quase sempre). Aí, eleições municipais chegando, o governo federal com uma pressa federal em aprovar a licença de 6 meses. As opiniões, é claro, se dividiram entre patrões e empregadas. Para os patrões, a licença de 6 meses é 50% pior do que a de 4 meses!

- Como assim?

Se com a licença de 4 meses as mulheres já se programavam e até contavam com a boa vontade do chefe e tiravam suas férias "junto" com a licença, ficando, portanto, 5 meses afastada do trabalho, agora poderão ficar 7 meses. 7 meses! É mais de meio ano!

É fácil entender a falta de aprovação por parte dos empregadores, que acabarão tendo que contratar outro funcionário para aquele serviço ou, deslocar um empregado de sua função, sobrecarregando-o. Mas e para a mulher, será que 7 meses fora do mercado é uma coisa boa? Para o filho, sem dúvida! Mas e pra ELA?

Serão 7 meses de convivência íntima com o filho, coisa que nenhum emprego no mundo paga, mas o emprego paga muita coisa. Paga fralda, mamadeira, berço etc. será que isso não vai aumentar o preconceito que já existe na hora da mulher conseguir um emprego? Será que em 7 meses a mulher não vai se sentir deslocada quando voltar ao trabalho? Será que o mercado não é tão dinâmico assim, a ponto de mudar completamente em 7 meses? Imagine uma economista ou banqueira que tenha se programado e tirado sua licença maternidade no começo de setembro? Será que ela vai ter emprego quando acabar o período de 6 ou 7 meses?

É claro que o nosso queridíssimo presidente resolveu tudo isso quando colocou no texto os seguintes termos: "desde que acordado com o empregador". Aí as mulheres ficaram felizes porque ele aumentou a licença, os empregadores ficaram felizes porque não são obrigados a aceitar isso. Ou seja, continua tudo na mesma!

Enquanto isso, na Suécia, que vê a sua população migrar para outros países e envelhecer cada vez mais, o período de licença é de 2. Nãos dois meses, dois anos! Pode acreditar. Para estimular os casais a terem filhos, a licença é de dois anos sem choro nem vela. Dois anos! Um dia a gente chega lá!

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Reclamações

leda nius

Fiquei pensando num tema para escrever hoje, diante de tantos comentários por vezes fatídicos dos mesmos assuntos, me sinto cansada antes mesmo de começar. Quando penso em toda a vida, decisões a serem tomadas, responsabilidades, trabalho, etc, etc e etc... me sinto cansada.

Tá, eu estou mesmo “reclamando” de algumas coisas, mesmo sem citá-las - mas não preciso ser específica para dizer que to de saco cheio de muita coisa que tem acontecido nesse mundo, nesse país, neste estado, nesta cidade e na minha vida...

Deus sabe muito bem que eu sou agradecida por tudo o que tenho (obrigada Deus lindo), mas poxa... Eu sou feita de carne, osso e algumas reclamações. Eu estava vendo o blog de um colega, (http://oreclamista.blogspot.com/) que é um “reclamista” experiente e isso me motivou.

Afinal...se não fossem os reclamões de plantão, aqueles que reparam, se incomodam e por isso tentam mudar as coisas, o mundo seria muito, mas muito mais chato, não acham? Vejam o exemplo do homem que é exemplo para todos nós e em todas as coisas: Jesus...Ele foi o maior reclamista da história da humanidade... O que não significa que ficou murmurando, mas se houve tanta mudança, tantas transformações, é porque as coisas não estavam bem do jeito que Deus queria.

Enfim, reclamar deve ser o primeiro passo... mas fazer isso a toa não adianta... Precisamos agir, eu sei! Mas falar é uma forma de chamar a atenção de outros para os problemas que enxergamos.
Agora vou parar de ser ranzinza e vou tentar mudar o mundo, ao menos o meu.
Então..se você tem algo a reclamar, comenta aí!

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Dia das crianças

leda nius
Oi... Meu nome é Ana, vou ser sua amiguinha. Mamãe vamos brincar? Com uma boneca que fala quase tudo, ter amigos parece quase dispensável. Esta é a realidade com a qual nos deparamos com a proximidade do dia das crianças.

Hoje os brinquedos estão cada vez mais modernos. A boneca decora o próprio nome, fala mais de sei lá quantas frases, expressa emoções, come papinha e faz caquinha... os vídeo games tem opções para você fazer um boneco com a sua “cara” e estar literalmente dentro do jogo... É tanta tecnologia que o velho e bom mundo real está ficando para trás.

Esta semana, aumentou a intensidade de propagandas voltadas aos pirralhos: são calçados com luzinhas, roupas com acessórios cada vez mais ousados, carrinhos que fazem manobras radicais, bonecos que lutam com monstros horríveis, bonecas que têm casa, castelo de cristal, carruagem, piscina, iate, balanço.... Tem para todos gostos e bolsos.

Barbie moderninha

O que aconteceu com as brincadeiras de roda? O quadro negro, o giz e as aulinhas que reuniam as amiguinhas? A corda para pular... No meu tempo era comum subir em árvores, brincar na terra ou então de pique-esconde.

Eu que tenho dois sobrinhos, fiquei pensando no que comprar. São tantas opções entre úteis e fúteis que fica difícil escolher. Acredito que a modernidade veio com a falta de preparação e disponibilidade dos pais. Não há mais tempo de ensinar a cantiga, de mostrar como era a brincadeira, de fazer em casa a própria pipa...fica mais fácil comprar um avião com controle remoto, um rádio com músicas da moda...

Com isso, a cultura se perde, perdem as crianças que deixam de aproveitar a riqueza e o prazer de curtir o simples, de dividir com o amiguinho, de ter contato com o mundo de verdade. E assim, aqui da nossa boca virtual, só posso desejar um feliz dia das crianças, que, devido à tanta modernidade, estão saindo desta importante fase cada vez mais cedo.

Então...comenta ai!

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

E assim nascem inimizades

adalberto mirinda

A falta de humildade é uma coisa que aflora em qualquer ambiente onde estejam seres humanos.

Seja na escola, no ambiente de trabalho, na rua, na chuva ou numa casinha de sapê, ela sempre estará lá.

Aqui onde trabalho, está começando a nascer um caflito de egos, no qual um acha que manda no outro que acha que manda no um. Eu, por enquanto, não entrei nessa dança, mas se alguém me tirar pra dançar, dou um show melhor que o John TrêsVoltas.

É como diz aquela velha canção de Raul Seixas: "É muita estrela pra pouca constelação".

Não gosto de ver meus capanheiros se degladiando entre si, tendo que parar de fazer o que estão fazendo só para responder ameaças à altura.

Graças ao bom Deus eu ainda não tive de parar no meio o que estou fazendo. O que tem de acontecer, é que

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Paciência

leda nius
“Nem tudo é como você quer
Nem tudo pode ser perfeito”


Começo meu texto com este verso da música Não olhe pra trás - Capital Inicial, porque aliada a outros acontecimentos dessa semana, ela me faz pensar em como a paciência e mudança de atitude são fundamentais.

“Pode ser fácil se você ver o mundo de outro jeito”. Isso tudo é muito útil quando sai da teoria. Estive pensando em como exercitar a minha paciência e notei que eu preciso mesmo tentar olhar com outros olhos.

Quem me conheçe sabe que sou ágil, rápida, perspicaz (huahuauh que auto-promoção!) ansiosa, explosiva, irritada (eita, chega de falar mal de mim!), portanto, “tudo bem”, “não tem problema”, “tanto faz”, não são expressões muito comuns no meu vocabulário. Sou questionadora e consequentemente, sou impaciente.

Tenho aprendido todos os dias, porque me propus a olhar novamente para as situações, antes de agir e tem sido renovador. Mas nem todo mundo pensa assim, e por isso, “sofre” mais do que devia.
Há algumas semanas, quando eu estava conversando com uma amiga psicóloga, ela comentou que passamos por situações que tendem a nos ensinar algo. Quando não aprendemos, certos padrões se repetem.

Esta semana falei com um amigo, um teimoso, sobre o término do relacionamento dele. Inconformado com a maneira que as coisas aconteceram, ele “quer procurar a solução sem ter nenhum problema”. E o problema é justamente a impaciência, também descrita na mesma música do Capital: “Insistir e se preocupar demais, cada escolha é um dilema”.

Quando estamos em situações de ansiedade e apreensão, não percebemos que o melhor a fazer é entender que algumas coisas “são como elas são”.

Quando buscamos entender que a melhor forma de exercitar a paciência, como canta a Pitty na música Pulso, é tentar achar que não é assim tão mal; compreendemos então o que o compositor da música Não olhe pra trás, quis dizer com o fato de que algumas situações são águas passadas, e tudo o que temos a fazer é escolher uma estrada e não olhar pra trás.

Não falo aqui de “fugir” dos problemas, mas de fazer tudo o que pode e, quando as possibilidades se esgotarem, a única coisa que se pode fazer é mudar de atitude. Só assim, os resultados serão diferentes.

Então...comenta aí!

terça-feira, 29 de julho de 2008

Mudança

leda nius

Ontem carreguei mudança, mais uma vez. Sai da pensão onde morava há cinco meses e decidi arrumar um canto. Junto comigo veio um pedaço de mim (ou diria um CACO?), meu amigo Rei. Minha mãe (muni) também ajudou na arrumação das coisas e foi formidável em todos os sentidos.
O dia de ontem me fez pensar nessas idas e vindas sempre com destino a quatro paredes...Carrega, descarrega, sobe e desce....Mudar é como viver. Tudo guardado, tudo perdido, tudo misturado, nada com muito sentido.

Mudar é misturar-se, é diferenciar-se, tudo de uma só vez. Assim, mudo por fora, mudo por dentro e passam meus pensamentos, idéias e planos. Depois de tudo mudado, fica a bagunça para arrumar, organizar, achar um lugar certo para cada detalhe.
É nessa hora também que tento ajeitar minhas vontades, organizar meus sonhos. Deixarei em uma caixa as coisas que não quero mais, e assim, vou me desfazendo e me refazendo. A vida é feita de fragmentos, várias peças de um quebra-cabeça complexo. É preciso persistência e muita atenção para não errar na hora do encaixe, é preciso paciência para recomeçar se for necessário e, sobretudo: zelo e cuidado para não perder nenhuma parte.
Então...comenta aí!

domingo, 27 de julho de 2008

Ser humano, esse idiota

adalberto mirinda

Ato I

Não sou ateu, muito menos um religioso fanático como Bin Laden e George Bush – muçulmano e protestante fanáticos, respectivamente.
Só não acho que seja possível o ser humano ter sido criado à imagem de Deus, porque, vamos ser bem sinceros, a imagem do ser humano não é nada boa.
“O homem criou Deus à sua imagem e semelhança!”
Um amigo meu me disse isso.
Estou começando a achar que essa frase é verdadeira.

Ato II

Sabem o que o ser humano é? Um fracassado. E o pior de tudo: um fracassado sem coragem para assumir seus erros.
Afinal de contas, quem é que precisa inventar alguém para colocar a culpa de todos os seus fracassos?
Antes de prestar um vestibular, a pessoa diz: “Vou passar nessa prova, se Deus quiser!” Ou seja, se ela não passar, foi porque Deus não quis.
Isso é certo? Colocar a culpa do próprio fracasso em Deus?

Ato III

O ser humano ainda acha que o aquecimento global é uma farsa. Ele não ta nem aí pra isso.
É uma coisa que não me entra na cabeça: Deus realmente criou o homem à sua imagem e semelhança? O homem. Esse ser desprezível.

O ser humano não ta nem aí para Deus.
O ser humano não ta nem aí nem para si mesmo.

Eu já perdi toda a minha esperança no ser humano. A partir de agora, aposto todas as minhas fichas no planeta Terra.
O planeta Terra é sensacional!
Podem desmata-lo, transforma-lo num deserto ou, então, num imenso oceano sem fim, que, após milhões de anos, ele voltará a ser como antes. Já o ser humano, não. Ele (inclusive eu e você) é um perfeito dum idiota.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

A BASE

leda nius

No segundo fim de semana de julho, um amigo meu que mora em Floripa veio para Maringá. Fazia alguns meses que ele não vinha visitar a galera. Aqueles dias foram de muitas histórias, fofocas, conversas, brincadeiras, risadas, conselhos e tudo mais que se compartilha com amigo. No sábado, fomos para um barzinho novo da cidade, chamado A BASE. O lugar é ótimo, tem um espaço externo muito bom, com mesinhas, ideal para um bom papo e descontração.
A BASE tem também uma das melhores estruturas de “balada” de Maringá, com pista, som, barzinho, etc, tudo para completar uma noite perfeita. Neste caso estou mesmo fazendo uma propaganda, porque além do bom gosto dos proprietários, (Stone e Willy), A BASE tem um público variado, programação eclética e veio completar o que faltava em Maringá, oferecendo serviços diferenciados e de qualidade.

Foi um encontrão... tinha uma galera entre amigos e conhecidos que eu também não via há algum tempoo. Até brinquei dizendo que isso era coisa do meu amigo de Floripa, que conseguiu reunir tanta gente de “tribos” diferentes em um só lugar. Na BASE, percebi que independentemente da distância, tempo que nos separa e os problemas que cada um tem o amor e a amizade que nos une é maior. Afinal, a maior BASE que a gente tem depois da família, é a amizade. Qual a sua base?
Então...comenta aí!

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Sabe?

leda nius
Em inglês, o chamado Question Tag ou Tag Question ou ainda Tag Ending são a mesma coisa, uma pergunta colocada no final de uma frase, geralmente usada para solicitar uma confirmação para uma informação ou opinião emitida. Equivale em português às expressões "né?","ta?", “sabe”? É sobre esse tal sabe que eu quero falar.
Ultimamente tenho usado muito esta palavra no final das minhas frases, ou vai ver que sempre usei e somente agora pus reparo. Acontece que depois que um amigo me ajudou a perceber essa vã repetição, isso tem me incomodado muito, “sabe”?(heheh).
Ontem eu estava lendo a revista Época da primeira semana de julho, no artigo: Por que tantos executivos assassinam a língua, o colunista Max Gehringer, falava de pessoas que adotam expressões sem fundamento e passam a usá-las a torto e a direito, sem nem ao menos saber para que elas servem.
São as famosas: “a nivel de”, ou até mesmo o advérbio de lugar onde que, de acordo com o colunista, se transfigurou em uma conjunção multiuso (“Estamos lançando uma nova campanha, onde esperamos 40% de aumento de vendas”). O texto seguia ainda falando que há também o “inclusive” que nada inclui (“Inclusive eu conversei com ele ontem”) e a insólita complexidade do gerundismo (“O gerente vai estar retornando sua ligação”).
Pensando no meu sabe, já conhecido pelos amigos mais próximos, fiquei analisando outras pessoas com quem convivo: são “nés?”, “você entendeu?”, “sabe como?”, e tantos outros pequenos delitos que aos poucos vão mesmo assassinando a língua portuguesa, não somente pelos erros cometidos, mas principalmente porque estamos nos acostumando a esses erros, sabe?(hehehe).

Brincadeiras à parte, esta é uma questão que deve ser levada à serio, não somente por pessoas que trabalham diretamente com a língua portuguesa, comunicação e afins – a exemplo: eu mesma -; mas por todos aqueles que vivem neste país que tem por hábito falar de forma rebuscada, inventando termos, adicionando expressões para fazer de suas palavras um teatro para bobos, que no final das contas, diz, diz e não fala nada.
Obs: me ajudem, me corrijam!
Agora chega!

segunda-feira, 7 de julho de 2008

A tranqüilidade do Vestibular!

ginko biloba

Bem, como era meu dia de postar de novo mesmo e poucas pessoas comentaram o texto anterior, gostaria apenas de continuar a discussão.

Hoje ouvi na rádio que toca a notícia que este foi o vestibular mais tranqüilo dos últimos anos. Estavam "conversando" o diretor da Comissão de Vestibular Unificado da UEM e a repórter da rádio... O senhor estava explicando que poucas pessoas perderam as provas neste concurso, que a desistência está baixa, coisas do tipo e a repórter trouxe a explicação milagrosa que faltava:

"É reflexo da lei seca!"

Pronto resolvidos todos os problemas dos estudantes! O entrevistado ainda concordou. Disse que agora os estudantes (ou vestibulandos) não ficavam festando, iam dormir cedo e acordaram cedo!

Como diria o Macaco Simão: Rá rá rá!

Nem foi levado em consideração o fato de este concurso ter provas aplicadas em outras cidades! Ninguém passou pela Tiradentes e viveu o Inferno que estava instaurado lá! Como o previsto, as pessoas apenas mudaram de endereço!

Quem sabe se no que vem baixarem uma lei que torne o vestibular o mesmo que o período eleitoral... na cidade inteira quem beber vai preso lá no Chico Neto, e na Vila Olímpica, e no Willy Davids...

Onde vamos parar?

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Quem será o Al Capone de Maringá?

ginko biloba

Caros amigos, hoje às 20:00 entra em vigor, pela primeira vez, a lei seca em Maringá. Nada de álcool nas quadradezas da UEM até depois do vestibular, mas, será que pega?

Em épocas em que o álcool assume status de droga ilícita, quem será que ganha este embate?

De um lado, a lei, que já não permite que motoristas bebam e dirijam (nem usem Listerine, nem comam bombom de licor etc.). De outro, mais de 10.000 estudantes que vêm prestar o concurso e outros tantos que são daqui mesmo e aproveitam o período como mais um carnaval no ano.

Em recentes entrevistas o comandante da Polícia Militar do Estado de São Paulo e o professor de Direito Penal Damásio de Jesus afirmaram que a lei sozinha não adianta nada!

De que adianta uma lei que não permite que o motorista beba se a polícia, em Maringá, tem apenas um (1!!!!!!!!!!!!!!!!) bafômetro e que ainda está em Curitiba (sim o filho único está em Curitiba). Será que os motoristas não se"conscientizariam" de forma mais eficaz se a polícia fizesse blitzes mais constantes nas saídas de festas, por exemplo?

O que é que vai fazer a polícia prender mais motoristas com 0 de álcool no sangue do que prendia com 0,7, se o bafômetro está a mais 400 (400!!!!!!!!!!!!) Km daqui? E será que tantos motoristas com 0,1; 0,2; 0,3; 0,4 ou 0,5 causavam tantos acidentes assim? Quem é que sabe isso?

O professor Damásio e o comandante da PM-SP têm a mesma opinião que eu (ou eu tenho a mesma que a deles?). Sem a fiscalização correta, nada pega!

Por que proibir a bebida perto da universidade e não deslocar um grande efetivo de policiais para simplesmente assegurar a paz (por que não?!) da região? Será que a polícia não tem mais o respeito da população (pelo menos dos estudantes?)? Será que a polícia tem medo de cair em tentação em meio a tanta bebida? Ou será que o medo é de acordar cedo e ter de ficar o dia inteiro lá? Mas eles não vão isso que qualquer jeito?

Eu acho que a simples presença da polícia já traria bastante sossego para a região. E para os que se preocupam, aqueles estudantes que quiserem beber vão beber. Se não lá, perto do Cesumar, na Tiradentes... É capaz até de alguns estudantes armarem festas do outro lado da Colombo, ou na frente do Condor na Paraná, ou no lugar da feira no estádio! Lugar é o que não vai faltar! Estudante é o que não vai faltar! Vontade é o que não vai faltar! O que vai faltar é polícia pra tudo isso, com lei seca ou molhada de cerveja!

sábado, 21 de junho de 2008

La bolea de Gerson

ginko biloba

Boa noite a todos! Ou bom dia, dependendo de a que horas você está acessando o nosso blog... Hoje eu não queria falar nem de tempo e nem de telefone, mas, pelo tocar no assunto é inevitável, depois de enviar uma mensagem de texto avisando que não poderia postar hoje e, a noite, verificar que nada foi feito...

Mas vou mudar o foco! Onde eu estava que não postei nada? Como todo bom brasileiro, fui fazer algumas comprinhas no Paraguai. Sabe como é, sonegar um pouco de impostos, burlar a fiscalização da receita... como todo bom brasileiro! Nada significativo. Apenas algumas compras pessoais, uma pen-drive, um mouse novo para o computador e outras coisas pequenas. Mas o que mais me impressionou foi a atitude de muitos outros bons brasileiros.

Já dizia Gerson que a gente deve tentar sempre levar vantagem. Bem, muitos tentam!

Por algum motivo a entrada no país vizinho estava congestionada. Uma fila imensa que, depois, descobrimos se tratar de algumas pessoas entregando folhetos das lojas. O que acontece sempre que há filas em qualquer lugar? Gersons furam a fila. Ficam irritados quando há alguma demora e nunca percebem que são pessoas como eles que atrasam mais ainda o processo todo.

Entre muitos carros, vários caminhoneiros se chamavam Gerson. Fica fácil jogar um caminhão contra um carro. É óbvio que o carro vai sair da fila e deixar o caminhão entrar na fila. É?

Um bravo motorista ousou fazer o contrário! Comprou briga com o caminhoneiro! Não deixou ele entrar, mas quando não teve outra alternativa fez o que todos devem fazer. Falou com a polícia rodoviária.

Confesso que depois disso eu não pude acompanhar, afinal de contas, literalmente, a fila anda. Devagar, mas anda!

Só acho que deveria ficar registrado que, apesar de descermos a lenha em muitos comportamentos aqui no Boca Livre, também sabemos reconhecer quando alguém faz algo correto.

Tudo bem, eu sei que é provável que nada tenha acontecido com o caminhoneiro, que o motorista injustiçado acabou perdendo mais tempo do perderia caso tivesse apenas deixado o caminhão passar, mas às vezes devemos fazer como ele. Não ser tão egoístas e saber (ou ter a esperança) que aqueles minutos perdidos, aquele esforço extra não são por nós, não é para cada um, é pelo bem maior, é para todos!

sexta-feira, 20 de junho de 2008

De repente Califórnia

leda nius

Imagine uma cena como esta: flores de todas as cores, arranjos coloridos, uma Drag Queen celebrando uma cerimônia religiosa. Ao invés da tradicional marcha nupcial, uma mona de vestido extravagante canta aquele famoso hino: “I will survive” para a entrada dos dois noivos...NOIVOS? Exatamente! A parte teórica desta cena, um tanto quanto esdrúxula está cada vez mais próxima da realidade. Sem tantas “plumas e paetês”, a cerimônia homossexual ganhou força esta semana.
Desde terça-feira, 17, centenas de casais homossexuais começaram a cantar para suas melhores amigas (porque todo gay tem uma melhor amiga), o refrão daquela famosa música do Lulu Santos “Garota eu vou pra Califórnia...”. Isto porque desde tal data, o Estado da Califórnia passou a reconhecer a união entre os casais do mesmo sexo: homem com homem, mulher com mulher.


Este feito é considerado histórico por muitos participantes de grupos GLSBT (isto não é um novo partido político nem nome de canal de TV), é a sigla para: Gays , Lésbicas, Simpatizantes, Transgêneros e Transexuais, que em uma só voz cantaram outro verso, do também amado muso da comunidade gay: “Consideramos justa toda a forma de amoooor...”.
Bicharada mundo afora
A parceria civil homossexual é legal em vários países da Europa como na República Tcheca (hum... tcheca), Alemanha, França, Luxemburgo (sabia!), Portugal (ora, pois) e outros. Na América Latina, a parceria civil gay foi instituída em Buenos Aires e Rio Negro (Argentina), e mais recentemente na Cidade do México e Coahuila, no México. O casamento gay só é permitido na Bélgica, Canadá, Holanda, Espanha, África do Sul, Massachusetts e agora na Califórnia. A sentença que tornou o Estado o segundo dos EUA a autorizar casamentos entre homossexuais, representou um balde de água fria para várias organizações conservadoras e religiosas e levantou discussões e comemorações mundo afora. E você o que pensa disso tudo?
Os Gays do Brasil
Apesar de a maioria dos brasileiros se dizerem contrários à legalização do casamento homossexual, estive lendo que em alguns Estados do nosso querido Brasil - nem tão varonil assim -, a Justiça tem aceitado a união estável de casais homossexuais. No Rio Grande do Sul, há alguns anos, o Judiciário reconheceu a dissolução da união estável de um casal de homens, com efeito similar ao de divórcio. Em Goiás, os cartórios não aceitam registrar união estável entre pessoas do mesmo sexo. Por isso são feitos contratos de união civil. Então eu lhes pergunto: Seriam estes passos para o “altar da modernidade”? É o fim dos tempos? Viva a liberdade? “Demorô”? Alô Carlão...?

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Corrupção diária

leda nius

Na segunda-feira (9), eu assisti ao programa CQC na Band. Danilo Gentilli, um dos repórteres que mais gosto, abordou um tema que não é muito usual em nosso país: a honestidade. Ele deixava uma nota de R$50 cair, testando a honestidade de quem pegava o dinheiro. Apenas um senhor devolveu por vontade própria, os outros só o fizeram quando o repórter os entrevistou.
Outro teste mostrado no programa foi a de uma corrida de táxi. Um trajeto feito pelo repórter custou pouco mais de R$11. O mesmo trajeto feito por outro taxista e um “turista” da produção, ficou mais de R$60! E o taxista ainda garantiu quando entrevistado, que ‘o turista pode confiar', 'os brasileiros são honestos', coisas do tipo. Fiquei conversando com um amigo sobre essas situações, e até mesmo avaliando como seria meu comportamento diante delas.
Ontem no meu trabalho, uma colega falava de conseguir gratuitamente a senha de acesso à internet de seu vizinho. Ela não precisou ser desonesta, ele cedeu por conta própria; mas o absurdo é que ela cogitou a possibilidade de “vender” o acesso à internet (com a senha do vizinho) para seus colegas de prédio.
Assistindo ao Casseta e Planeta na Globo, a “Marinete” que tem feito participações especiais no programa, estava vestida de da inflação, que voltou ao país. Assisti ainda na Globo, uma propaganda falando sobre estes mesmos temas, indicando que a corrupção, a desonestidade estão presentes no nosso dia-a-dia. Essa perda de valores da sociedade torna o Brasil um país manchado.
A questão é que nós já nos acostumamos com situações assim. Quantas vezes somos nós quem cortamos fila, não devolvemos o troco a mais, deixamos a torneira ligada, jogamos lixo na rua, pegamos algo sem avisar, simplesmente por achar que isso “não tem nada demais”.
E mais uma vez, a educação é questionada. Como reverter isso tudo? Ainda dá tempo? Como esperar que as crianças sejam melhores que seus pais, quando são eles quem passam a elas conceitos errôneos? Cabe a cada um se analisar e por em prática aquela velha máxima: cada um deve fazer sua parte.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Quem será o primeiro Alex dos trópicos?

adalberto mirinda

Um dos melhores filmes que já assisti em minha vida, foi Laranja Mecânica, de Stanley Kubrick, baseado no livro homônimo de Anthony Burgess. Nele, o jovem Alex DeLarge lidera uma gangue onde, ele e seus drugues (amigos), fazem arruaça com um grau de violência e estupros realmente alto.

Mas muito realmente mesmo!

Na primeira cena já sentimos a atmosfera tétrica do filme ao focalizar em zoom in o rosto de Alex e, de fundo, uma bela canção tão assustadora quanto. Beethoviana.
Logo depois, saem em busca de aventura, onde espancam um mendigo, uma gangue rival, invadem uma casa e Alex estupra a moradora.

Traído pelos seus drugues, ele acaba sendo capturado pela polícia, onde mais tarde aceita participar de uma experiência do governo em troca da liberdade.
O que não lhe contaram é que a tal experiência consistia numa lavagem cerebral que, supostamente, o deixaria bonzinho.

Saindo um pouco da cena cinematográfica, vamos para a cena francesa.
O presidente Nicolas Sarkozy anunciou, ano passado, uma série de medidas que reforçam a punição para pessoas que cometem crime sexual. Entre as medidas está um tratamento hormonal - popularmente chamado de "castração química".
O Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Medicina do ABC aprovou um projeto, no mês passado, para pesquisa desse tratamento, que funcionaria da seguinte maneira: o acusado de pedofilia faria uso de hormônios femininos para reduzir o desejo sexual.

Alex e a experiência macabra

A questão a que quero chegar é: até que ponto o governo (ou a humanidade) pode usar de artifícios um tanto quanto duvidosos para conter a ação de um criminoso?
Tenho tanto ódio de pedófilos e estupradores quanto as famílias que choram as suas vítimas. Só que, será que um tratamento dessa estirpe resolveria a questão?

Será que, em vez de consertarmos algumas mentes doentias, talvez até evitarmos a criação dessas mentes, não estamos apenas tapando o sol com a peneira, utilizando de artifícios de emergência que será uma constante dúvida em sua funcionalidade?
Será que a melhor solução é uma lavagem cerebral (ou sexual) na mente (ou no corpo) de alguém?

Eu não tenho essa resposta. Mas eu só sei que a humanidade não se criou de uma só vez, portanto, os seus problemas não se resolvem de uma só vez também. Ainda acho que essas experiências macabras não darão certo. É como a infeliz idéia de diminuir a idade penal. Não acaba com a criminalidade, apenas enche mais presídios.
Soluções rápidas nunca dão certo!

Aqui, Alex curado. Bem, pelo menos, no filme deu certo...

Quero terminar esse texto com uma frase de Pitágoras: "Eduque as crianças e não precisará castigar os homens". Disse tudo esse sábio rapaz...

domingo, 8 de junho de 2008

O tempo passa, o tempo voa...

ginko biloba

Tarde de domingo e eu aqui, sendo consumido pelo pecado da preguiça. Acordando tarde, comendo a pizza de ontem no café de hoje... aí tem corrida, jogo, fantástico e o domingo acaba!

Por que é que quanto menos temos para fazer, menos tempo temos? Ou melhor, quanto menos fazemos, mais rápido o tempo passa?

Um milhão de resumos pra fazer, texto pra diagramar, matérias para estudar, pessoas para dar atenção e vamos sempre deixando pra daqui a pouco, pra depois do almoço, pra depois da corrida.

- Só vou dormir um pouquinho, afinal, é domingo...

E o tempo passa, o dia acaba e nada foi feito!

Há algum tempo, até me vangloriava de fazer duas faculdades, três línguas estrangeiras, estudar, jogar tênis... Parece que o dia tinha 30 horas. Hoje ele parece ter 15! Isso só trabalhando e estudando.

É a desculpa de grande parte das pessoas para grande arte dos problemas: tempo! Mas será que realmente falta tempo às pessoas, ou falta vontade, interesse e compromisso?

Bem, pelo menos levantei a bunda do sofá e passei por aqui para não deixar vocês sozinhos.
E enquanto espero as respostas de vocês, vou ficar por aqui mais um pouco, fazendo pouco, ou nada, e ainda usando o blog de desculpa.

O verdadeiro pecado da preguiça!

terça-feira, 3 de junho de 2008

Põe na balança

leda nius

Hoje pela manhã, acordei sentindo o corpo um pouco mole, olhos pesados...espirrei. Era sono e alergia, mas poderia ser gripe (isso se eu não tivesse sido vacinada). Sabe-se que a vacina nada mais é que um pouco do próprio vírus, que irá criar no organismo a defesa, a imunidade. Talvez eu esteja nesta fase.


Vindo para o trabalho, pensando nisso, eu comentei com o Caco sobre uma frase que li ontem em um artigo: “o que diferencia o remédio do veneno é a dose”. Já pensou no perigo? Na vida tudo é assim: o excesso só chama excesso porque é demais! É preciso ter equilíbrio.
É como o ciúme no relacionamento... depois de uma certa quantidade, ele deixa de ser um tempero, um cuidado e passa a ser sufocante. Isso me faz lembrar de outra conversa, dessa vez com uma amiga, falando de controle emocional, ansiedade, maturidade.
Equilíbrio... vá devagar, espere um pouco mais, certifique-se. É fácil falar isso quando você está fora de uma situação. Ver os fatos com neutralidade, imparcialidade, checar os dois lados... isso tudo faz parte do meu “treinamento” para a batalha que é ser jornalista. Mas quando a situação é com você, sempre tem um lado que pesa mais.
A verdade é que a profissão de jornalista é cheia de “ética”, “regras”, mas na prática é muito diferente. Criticar, comentar, dar soluções é fácil estando fora da problemática.
Este texto é sobre trabalho? Vacina? Veneno? Ciúme? Maturidade? Rebeldia? Talvez tudo isso, talvez nada. É apenas para dizer que a melhor forma de analisar uma situação, seja ela qual for, é tentando olhar de fora. Como você vai avaliar o peso de algo se você estiver também em cima da balança?

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Ninguém = ninguém

leda nius

Este é o título de uma música dos Engenheiros do Hawai, que fala no refrão “todos iguais e tão desiguais, uns mais iguais que os outros”.

o gato e o leão, ambos felinos, tão diferentes

Felizmente ou infelizmente, tudo funciona mais ou menos assim: na vida nada é definitivo. Tudo é tão igual, tudo é tão diferente...Ano passado eu ouvi isso de uma amiga e hoje, pensando sobre o mesmo assunto, concluo que é muito verdade.

Na época que surgiu esta conversa, eu estava numa situação muito triste: desempregada, desanimada, desestimulada, desnamorada...agora o máximo que estou é desavergonhada, o resto mudou, para melhor.
Muita gente ja se acostumou com o vai-e-vem de diferentes situações, O Vale A Pena Ver De Novo passa na TV Globo e também em nossas vidas, em diferentes momentos. Ainda parafraseando os Engenheiros “Há tantas formas de se ver o mesmo quadro”... mas a pintura continua sendo a mesma, não é?


cada um no seu quadrado, digo quadro

A moda é uma das provas mais clara dessas voltas que o mundo dá: sapatilhas, casaquetos, boleros, xadrez...tantas peças que acho no guarda-roupa da minha avó e posso sair usando por aí totalmente estilosa - (claro, somente depois de tirar o cheiro de naftalina). Tudo tão igual, tudo tão diferente.
Para todos os efeitos, a Terra continua girando, ou seja, não escapamos dos efeitos da frase “Vamos esperar pelas cenas do próximo capítulo”. Se o mundo muda e a gente muda com o mundo e, se a gente muda a gente muda o mundo também mas no fim, tudo pode voltar a fica igual, o que muda realmente é a forma como encaramos essas reviravoltas.
Há uma segunda chance para todas as pessoas? Podemos concertar os erros do passado ou apenas provar a nós mesmos que aprendemos com eles? Podemos simplesmente esquecê-los, cometer novos erros? Essas não são perguntas a serem respondidas, são apenas para que possamos refletir, afinal ninguém é igual a ninguém e o seu ponto de vista depende sempre do ângulo que você vê.