quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Desabafei
Dizem que é dificil entender as mulheres, eu vou mais longe: difícil é entender o ser humano! Eu tenho andado meio decepcionada com esta gente. a começar pela pessoa que vejo quando olho no espelho. Eita raça ruim sô! E olha que nós somos o que Deus fez de melhor.
Mas é que este tal livre arbítrio que Deus nos deu ferrou com tudo! Bastavam umas regrinhas de sobrevivência aqui e ali que tudo seria mais "fácil" - ou não! Só sei que poder fazer da vida o que bem entender não tem dado muito certo todas as vezes. Eu sei que errar é humano, mas aiim, é tão dolorido também! Seria pedir demais que tudo fosse mais fácil né!
A exemplo disso vemos a situação na qual nosso planeta se encontra, mas quero falar aqui de questões mais pessoais: escolhas que fazemos, relacionamentos que mantemos e por aí vai. Dá uma olhadinha na sua vida, mesmo que você esteja 100% feliz -o que eu duvido-, certamente você passou por muitos perrengues para chegar onde está; ou ainda está passando, vai saber!
Enfim, fruto de suas escolhas... a questão geral não é somente o que fazemos com o livre arbítrio, mas para que fins dedicamos todo este poder de escolha. Acredito que Deus nos deixou livres para entendermos (mesmo que seja aos trancos e barrancos) que o melhor mesmo é estar ligado a Ele.
Mesmo assim você teria problemas. Mas francamente, melhor confiar em Deus, quanto aos outros, que paguem a vista! Eu tô cansada de fazer fiado nesta vida. Parei!
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
O que você vai contar pros seus netos?
Ginko Biloba
Pra quem acha que pe propaganda velha da Skol, está enganado! Claro que ela gera grandes histórias mas esse post não tem nada a ver com isso.
Já faz algum tempo que vinha refletindo, que histórias será que minha prima conta para o filhinho dela? E aquele amigo que teve filho? E aquela amiga que engravidou? Como as crianças estão crescendo hoje?
Acho que comecei a pensar isso quando estava mudando de casa e encontrei alguns livros infantis em casa. Aí lembrei de várias histórias que ouvia, que "lia" e que eram lidas pra mim. Eram várias e, na minha época, é claro que conheci a versão de Walter Disney dos contos de fada.
Uma vez, passeando por uma livraria, comprei um livro que achei muito massa. Era uma análise semiótica sobre Pinóquio. Não vou me estender aqui porque quero ser mais abrangente que o Pinóquio, mas foi um Pinóquio que eu tinha lido ou ouvido falar! Claro que a história era basicamente (bem basicamente) a mesma, mas os detalhes eram muito impressionantes. Isso somado ao fato de sempre ter gostado de crianças e de não saber o que se conta hoje me fez pensar no que vou contar para os meus filhos, e resolvi relembrar os outros contos, então comprei um livro que prometia ser o melhor de todos.
O livro em questão é CONTOS DE FADAS, de Perrault, Grimm, Andersen e outros – Editora Zahar e apresentação de Ana Maria Machado.
A apresentação de Ana Maria Machado coloca que os contos estavam se perdendo, tendo suas histórias distorcidas etc, então ela sentiu a necessidade de buscar os originais ou a versão mais próxima disso, quando os contos não fossem escritos, apenas contados. São as histórias mais famosas e todos conhecem ao menos algumas:
De Charles Perrault tem Cinderela, Pele de Asno, O Gato de Botas, O Peuqeno Polegar, Chapeuzinho Vermelho e Barba Azul.
De Jeanne-Marie Leprince de Beaumont tem A Bela e a Fera.
Dos irmãos Grimm estão lá, A Bela Adormecida, Branca de Neve, Chapeuzinho Vermelho, Rapunzel e João e Maria.
De Hans Christian Andersen estão A roupa nova do imperador, O Patinho Feio, A pequena vendedora de fósforos, A Pequena Sereia e A princesa e ervilha.
De Joseph Jacobs, João e o pé de feijão e Os três porquinhos, além de A história dos três ursos, de autor desconhecido e não atribuída ou reclamada por nenhum dos anteriores.
Bom, depois dessa apresentação, pela qual muitos perceberam que conhecem mesmo as histórias, e, quem for mais ou menos da minha idade, conhecem também ou apenas a versão da Walt Disney, eu trago a minha opinião.
Não sei o motivo. Pode ser por ter conhecido a versão lúdica da Disney primeiro, por ter uma versão "fantasiada" de quando era criança, de ter assistido em forma de desenho animado ao invés de ler... não sei mesmo, mas não gostei. Acho válido conhecer uma versão não tão fofinha e perceber que alguns deles não terminam tão bem quanto se pensa (alguns não vivem felizes para sempre, outros até morrem!), além de reforçarem a submissão da mulher ao homem e outros valores que eram propagados à "época do original".
Algumas coisas que o tio Walter não contou:
- O pai da Cinderela ligava mais pra segunda esposa do que pra própria filha
- Na versão de Perrault, a Chapeuzinho vermelho não foi salva pelo caçador
- A Fera fez a família da Bela pensar que ela estava morta
- A bruxa da Bela Adormecida só fez o que fez porque não foi convidade para o batizado da princesa
- A Branca de Neve não aocrdou com o beijo do Príncipe Encantado!!! Ela acordou quando os lacaios do príncipe derrubaram o caixão de vidro e ela "desengasgou" do pedaço de maça envenanada! (essa pra mim foi a maior distorção de todas)
- Rapunzel (naquela época) engravidou do Príncipe antes de casar (essa juventude está perdida mesmo!)
- A Pequena Sereia abriu mão do Príncipe
- João do pé de feijão era um ladraozinho sem vergonha e o Ogro (ou gigante) comia crianças, mas foi vítima de diversos furtos do larápio
- Os porquinhos das casas de palha e tojo (nem madeira não era!) morreram comidos pelo lobo!
- A Sem-teto da Caxinhos dourados comeu o mingau, quebrou a cadeira e dormiu na cama do urso pequeno, deixou ele com fome, sem cadeira e de cama desarrumada e ainda fugiu!
Depois dessa já sei o que vou contar para os meus filhos.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
A boa, velha e bendita cachaça
Há quem faça julgamentos contrários. Recriminações não me faltam. E quando estou me preparando para sair é comum escutar: não vá beber demais, hein.
Pois bem. Uma vez já falei aqui sobre os benefícios da cerveja. Faz bem para o coração, ajuda a prevenir câncer, é uma bebida diurética. Enfim. Saudável. Sem contar o fato de ser uma bebida de sociabilização, deixa todo mundo mais “falante”, e quanto mais a gente beber, mais bonito o pessoal vai ficando.
Agora, por indicação de um camarada, descobri mais um benefício do álcool. Se você estiver em lugar muito, mas muito frio mesmo, beba bastante, mas bastante mesmo. Você nem precisa usar roupas pesadas para se proteger do frio. Deixe que o efeito do álcool faça esse trabalho para você.
Duvida? Então leia abaixo a matéria do portal de notícias da Globo, o G1, ou clique aqui para conferir.
Um homem de 32 anos sobreviveu à temperatura de menos 5º C em um banco de um parque de Varsóvia (Polônia) por causa da grande quantidade de álcool no sangue.
Aleksander Andrzej, que foi encontrado apenas de cueca, tinha quase 30 vezes o limite legal de álcool no sangue permitido para dirigir no país europeu.
Exames mostraram que Andrzej apresentava 1.024 microgramas de álcool por 100 ml de sangue, o que, segundo os médicos, pode tê-lo ajudado a sobreviver.
Bom, agora você já sabe, né? Uma cervejinha gelada quando estiver calor e muitas cachaças quando estiver frio. Combinado? Então, 'bora beber, cambada!!!
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Dragon Ball, Pokebola, Jaboulani e a nossa cara de tacho
Ginko Biloba
O ano mal começou e começou mal.
Depios de uma trgédia anuncuada, as diversas esferas do governo continuam dando o quê falar.
Primeiro vieram as acusações aos governos municipais. A esfera pequena, quase uma "esfera do dragão", que mostra o descaso das construções em áreas de risco na região serrana do Rio de Janeiro. Ontem circulava uma informação de que havia um sistema para detecção de volume de chuva e alerta de moradores que foi desativado pela prefeitura devido ao custo de R$900 mil por ano! Quanto vai ser gasto agora? Outro furo municipal vem daqui de Campo Mourão, onde há quatro meses uma chuva de granizo deixou várias casas destelhadas e o prefeito decretou estado de emergência. O problema? Faltaram documentos e a "emergência" só foi declarada em janeiro! Dá para acreditar?
Nos estados, a pokebola dos poderes, a vergonha fica por conta dos governadores que resolveram, em comboio, pedir suas aposentadorias no módico valor de R$24 mil. É... e tem gente que foi governado de mais de um estado, como Leonel Brizolla, cuja viúva recebe as pensões do governo do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro. No Paraná, o senador Alvaro Dias, que sempre combate o gasto irresponsável do governo, além dos vencimentos do Senado, pleiteia a aposentadoria de governador. E o pior, de forma retroativa! Já pensou, é como ganhar na mega-sena da virada! E dizem que ele vira, dizem... Mas me diz uma coisa! Quando a gente se aposenta, não pode voltar a trabalhar com registro, afinal, já nos aposentamos. Já estamos contribuindo para o rombo da previdência, uma vez que retiramos o benefício do INSS e no novo emprego, não recolhemos mais nada! Por que um político que contribuiu sim, de modo fundamental para o desenvolvimento do estado, mas por apenas 4 ou 8 anos, pode receber uma aposetadoria vitalícia no valor de R$24 mil E continuar trabalhando como deputados ou senadores, recebendo mais R$26 mil, também pagos com o nosso suor?
Na esfera maior, a Jaboulani do executivo, lá em Brasília, o ministério da educação resolveu descumprir uma ordem judicial! Pois é! A Justiça Federal do Rio de Janeiro concedeu uma liminar para que os estudantes daquele estado pudessem se inscrever até o dia 26/1 no Sistema de Seleção Unificado (SISU) que utiliza notas do Enem para dar acesso a universidades públicas. -Não!, disse o MEC. Simples assim. Descumpriu uma decisão judicial.
E a gente fica aqui, com a mesma cara de tacho, num país onde vidas custam menos que informação, em que nossos governantes, ao invés de acabar com as brechas se aproveitam delas, em que a justiça não é respeitada sequer por quem a "exerce", duvidando que a impunidade, um dia, possa acabar.
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
A paz dos sexos
adalberto mirinda
2011 é um ano que entrou com grandes mudanças no cenário político brasileiro, principalmente, no que diz respeito à participação das mulheres.
Talvez seja um pouco de exagero falar em uma “imensa” participação. Mas nessa história, a relevância está na qualidade da mulher, e não na quantidade. Afinal de contas, foi uma mulher que conseguiu chegar ao cargo mais importante do País.
Muitos ainda torcem o nariz com a eleição de Dilma Roussef, chegando a dizer que ela foi fabricada por Lula, e que será apenas um fantoche dele, que estará cumprindo um terceiro mandato virtual. Independente disso, o certo é que, como Maquiavel nos ensinou, “o fim justifica os meios”, e o fato de termos uma mulher na presidência deve ser tratado como um importante passo para o progresso do Brasil do futuro.
Junto com Dilma, entraram sete mulheres nos Ministérios.
Nas esferas estaduais, apesar de apenas duas mulheres se elegerem ao Governo, 137 se elegeram ao cargo de deputada. Na Câmara, 44 foram eleitas. Para o Senado, sete. Ainda é um número pequeno? Quem sabe? Só o que podemos afirmar é que elas estão conquistando seu espaço cada vez mais.
O crescimento delas na política não quer dizer que os homens estejam ficando cada vez mais fragilizados. Pelo contrário, cabe a todos, agora, aprenderem a deixar de lado as diferenças e a conviver em ordem, para que o trabalho siga como deve ser.
Este é o ano em que, finalmente, a guerra dos sexos terá acabado?
Vamos ver. Mas, seja como for, que a paz seja bem vinda!
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
2010 again???

terça-feira, 28 de dezembro de 2010
Minhas considerações sobre 2010 e 2011
Um ano para ficar vivo na memória. Ou guardado dentro de uma caixinha de lembranças que desejo nunca mais abrir. Um ano de boas notícias e de acontecimentos nem tão agradáveis assim. Um ano como outros anos que se passaram. Assim foi 2010.
Não sou muito fã de retrospectivas, porque considero as lições do dia a dia muito mais importantes do que as memórias que teimo em considerar marcantes. Nem quero fazer promessas, porque pode ser que os caminhos que eu venha a seguir me desviem dos meus tão belos e pretensiosos objetivos de um ano novo.
Talvez um pouco da rebeldia da minha adolescência ainda permaneça ululante dentro de mim, a ponto de considerar a festa de final de ano (referindo-me à festa mesmo) muito mais interessante do que os desejos de um ano melhor, repleto de realizações e prosperidade.
Ou talvez seja o fato de que já tenha feito tantos propósitos que não fui capaz de levar a diante, por preguiça, desleixo, ou simplesmente porque não tive escolhe a não ser abdicar do que queria para viver no mundo real, com o trabalho ocupando a maior parte do meu tempo e as limitações sendo grandes adversárias.
É só que pensar em um novo ano acaba sendo o mesmo do que pensar em mais um dia que começa, ou mais uma semana que está por vir. E é desta forma que prefiro seguir: traçando uma meta de cada vez, buscando atingir um objetivo simples e então partir para o outro, vivendo um dia de cada vez. Um ano de cada vez.
Não. Não são palavras de revolta ou de resignação. Apenas pensamentos que me parecem mais sensatos e possíveis do que os planos mirabolantes de emagrecer 13 quilos e 300 gramas, gastar de forma mais moderada, visitar asilos quatro vezes por mês ou ir mais à igreja.
Se tiver que fazer tudo isso em 2011, que seja por uma vontade repentina, um desejo que esteja crescendo, ou uma daquelas formas de agradecimento que encontramos quando algo de bom acontece conosco. Que seja por sentir vontade e não porque ter a obrigação de cumprir minhas resoluções de ano novo.
Que 2011 seja um verdadeiro ano de 2011, como 2010 foi um verdadeiro 2010 e 2009, um verdadeiro 2009. Que as lições de cada dia sejam as grandes retrospectivas e que as decisões importantes sejam tomadas quando se fizerem necessárias. Que as pequenas coisas sejam as mais importantes, porque é delas que vêm os grandes resultados.
E se for difícil cumprir as metas ou realizar importantes ações, que sejamos capazes de encarar essas pequenas decepções não como derrotas, mas como motivação para irmos sempre em frente, melhorando mais e mais, para que 2011 seja um ano para ficar vivo na memória, tanto quanto um ano para trancarmos em uma caixinha bem guardada a ponto de não precisarmos mais abri-la.
Então, que venha 2011.
Até lá.
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Apenas um apanhado do meu 2010
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Fim de ano II
Ginko Biloba
Este possivelmente seja o último post deste ano, pelo menos meu, e por isso, além dos motivos citados no post anterior, ele é um tanto pessoal.
Estive revendo o meu ano e pensando, o que será que há de errado? Parece que eu não fiz nada de diferente esse ano. Será que todo mundo muda menos a gente? E me prendi nisso por alguns instantes. Então escrevo como forma de desabafo e agradecimento a todas pessoas que se identificarem em alguma parte do texto (se você acha que é você, provavelmente é). A todos que, de alguma maneira, fizeram parte desse ano em que eu fui eu mesmo, mesmo sem ser, ou não fui, mesmo sendo.
Este ano começou com um reencontro. Uma formatura em que eu esperava encontrar companhia pra uma noite me rendeu companhia pra várias. Não da mesma forma, mas muito melhor! Depois teve um carnaval diferente. Em março eu fui com os meus irmãos ao show do Coldplay em São Paulo, que ainda rendeu visitas a lugares que eu nem imaginava. Em abril eu comecei um trabalho que já adiava há uns 8 anos e corri a Prova Rústica Tiradentes de maneira que eu nem supunha que conseguiria. É claro que não foi espetacular, não ganhei prêmio nem nada, mas eu corri! Em maio, São Paulo novamente, dessa vez pra tirar o visto americano. Milhões de documentos e stress e correria e excitação pra uma entrevista quase broxante de 4 minutos, mas que nos concedeu o visto. Pena a viagem não ter sido completa.
Chegou junho e a vontade de viajar só aumentava. Dá pra acreditar? A primeira viagem que ia fazer assim, porque deu na telha, porque eu quis, paguei e estava indo? E o lugar então? E os passeios? Tudo era demais e tudo ainda misturado com a mudança de um apartamento no centro da cidade para uma casa no sítio. Ah! O sossego do sítio misturado com o agito de Nova Iorque. A boca doía de tanto sorrir, o pensamento a mil achando tudo o máximo, pensando em compartilhar aquilo com todo mundo. Mal dá pra descrever. Ainda na viagem, houve o reencontro com duas colegas de faculdade que não via há muito tempo e que dinheiro nenhum pode pagar. Assistir à copa do mundo de futebol e ver um EUA x Inglaterra com cara de Brasil e Argentina, num churrasco organizado por americanos que falam português e que teve até polícia, não tem preço! É claro que a viagem acaba, mas deixa uma vontade enorme de voltar.
Em julho eu vendi o meu carro e peguei uma moto! Pedro Guerra, o peão motoqueiro! Começou a saga pra tirar a carteira, mas foi tudo redondo! Meses com sabores e dissabores. No meu aniversário, comemorado numa sexta-feira 13, no mês do cachorro louco, um caminhão praticamente moeu o meu carro, o chopp não saía, mas tudo deu certo, com direito a festa surpresa na quarta-feira e tudo. Mas nada dura para sempre, e há males que vem para bem.
Um irmão viajando e a gente planejando uma visita. Essa foi a temática do fim de ano, que chega com pessoas novas, amizades novas, experiencias novas. Como em 2008, estou com 2 novos filhos. Um menino e uma menina. A Brahma, uma filhote de pastor alemão que está aprendendo a ser uma labradora. O filho mais novo é o meu xodó. Um iPad adquirido graças ao meu novo hábito, a leitura!!! Não preciso nem dizer mais nada!
Depois de ter feito tudo isso, definir que vou correr a São Silvestre e realizar algo planejado há 8 anos e repetido todo 31 de dezembro, de estar com a carteira de moto E a moto, ter começado um "negócio" na agropecuária, (Pedro Guerra, o Peão Pecuarista Motoqueiro!),ajudado a organizar um baile do Havaí que foi foda, ter "lutado" o ano todo para organizar pensamentos e sentimentos... quer saber? Acho que ainda sou o mesmo sim, só que diferente!
Bom, pra quem chegou até o final deste texto, ficam os meus desejos de boas festas e que o ano que vem seja, pelo menos, tão bom quanto este que passou!
Fim de ano I
Ginko Biloba
Fim de ano parece que sempre merece uma reflexão e uma despedida, como se a gente quisesse e precisasse colocar um fim nas coisas que passaram pra poder começar um novo ciclo. É por isso que resolvi fazer esse double post hj!
Na madrugada de sábado pra domingo morreu na região um conhecido meu. Nem era meu amigo, nunca trocamos mais do que oi e tchau na saída do elevador, mas moramos por um tempo no mesmo prédio. Jovem, ele tinha a minha idade, era casado com uma menina linda, e estava ali, morando a alguns metros. Trabalhava todos os dias, andava com sua moto, estudou na mesma escola que eu, frequentava os mesmos lugares, não era gordo, nunca o vi fumando e nada nunca indicou o consumo de algo que fizesse mal. Do nada, não está mais aqui.
Não sei se é pela proximidade física ou pela associação comigo mesmo, mas quando a morte acontece tão próxima parece que é diferente, parece que mexe com a gente. Eu já perdi alguém muito próximo. Na época, com certeza era a pessoa mais próxima a mim que se podia estar. Anos depois, ouvi uma música que pensei nela na hora em que me dei conta do que aquelas palavras diziam. Então, vou compartilhar com vocês o vídeo, a letra e a tradução, pra que num final de ano, época de acabar um ciclo para começarmos outro, todos possamos pensar no que fazer no ano que vem, e como fazer. Cada um interprete como quiser. Eu acho que achei a minha maneira!
Do You Realize?
Do You Realize - that you have the most beautiful face
Do You Realize - we're floating in space -
Do You Realize - that happiness makes you cry
Do You Realize - that everyone you know someday will die
And instead of saying all of your goodbyes - let them know
You realize that life goes fast
It's hard to make the good things last
You realize the sun doesn't go down
It's just an illusion caused by the world spinning round
Do You Realize - Oh - Oh - Oh
Do You Realize - that everyone you know
Someday will die -
And instead of saying all of your goodbyes - let them know
You realize that life goes fast
It's hard to make the good things last
You realize the sun doesn't go down
It's just an illusion caused by the world spinning round
Do You Realize - that you have the most beautiful face
Do You Realize
Você Se Dá Conta?
Você se dá conta - de que tem o rosto mais bonito?
Você se dá conta - estamos flutuando no espaço?
Você se dá conta -de que a felicidade te faz chorar?
Você se dá conta - de que todo mundo que você conhece morrerá um dia?
E ao invés de ficar dizendo adeus, deixe-os saberem
que você se dá conta de que a vida é curta
E que é difícil fazer as coisas boas durarem
Você se dá conta de que o sol não se põe
É só uma ilusão causada pelas voltas do mundo
Você se dá conta
Você se dá conta de que todo o mundo que você conhece
morrerá um dia?
E ao invés de ficar dizendo adeus, deixe-os saberem
que você se dá conta de que a vida é curta
E que é difícil fazer as coisas boas durarem
Você se dá conta de que o sol não se põe
É só uma ilusão causada pelas voltas do mundo
Você se dá conta de tem o rosto mais bonito?
Você se dá conta?
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Tudo velho de novo
Ginko Biloba
Quem trabalha com jornalismo ou quem consome jornalismo sabe, toda época festiva, seja ela Carnaval, Páscoa ou fim de ano, surgem aquelas matérias pra fazer. Todo ano são as mesmas coisas. Consumo de chocolate que aumenta a cada Páscoa, comércio que vende mais a cada Natal, empresas que contratam temporários etc. Mas nada, nothing, niente é pior do que... AS PREVISÕES PARA O PRÓXIMO ANO!!!
Matérias e mais matérias, jornais e mais jornais, entrevistas e mais entrevistas. Chega a ter quase um Fantástico inteiro sobre isso. Sempre morre uma celebridade, sempre alguém muito querido fica doente, sempre o ano é bom pra uns e ruim pra outros. Mas as matérias são sempre as mesmas! Desde que a Mãe Dinah disse "eu já sabia" DEPOIS da morte dos Mamonas, que isso é assim!
Aposto que este ano os buzios vão dizer que não vai ser fácil pra Dilma, mas que ela vai conseguir (o quê eu não sei!). o Taro vai dizer que um desastre natural vai acontecer, mas vai ficar meio nebuloso se é um furacão, tsunami, terremoto ou vulcão (tem outro?). As areias mágicas vão dizer que o Curinthia não vai ganhar nada de novo e que o time do Muricy vai ser campeão de novo! As nuvens vão dizer que a carga tributária não vai diminuir, e os Duendes da Floresta vão dizer que não podem dizer qual vai ser o melhor investimento do ano, apesar de serem os gerentes do Banco Gringotes.
O que quero dizer é que isso é muito chato e é sempre a mesma coisa. Coisas que não vão mudar a vida de ninguém, mas que todo mundo insiste em mostrar. Acho que achei uma boa fórmula pra fugir disso. Seguindo o conselho que o Caco não deu (pelo menos não diretamente) estou lendo. Sempre gostei da ideia de ler. Sempre comprei livros, mas nunca os terminava. Agora "mudei" e estou lendo meus velhos livros novos.
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
O roubo nosso de cada dia
Uma pesquisa realizada pela ONG Transparência Internacional mostra que 64% dos brasileiros avaliam que a corrupção no país aumentou nos últimos três anos. Os partidos políticos e o Poder Legislativo são as instituições com menor crédito entre os entrevistados. (Veja mais resultados da pesquisa aqui.)
Sentados à mesa de um restaurante, logo depois de terminarem o almoço, dois amigos conversavam.
“Mais um escândalo de corrupção, hein?!”
“Sabe que não me espanto mais com isso?”
“É cada vez mais frequente, né?”
“A gente acaba se acostumando a ouvir notícias sobre desvio de verbas, funcionários-fantasma e todas essas falcatruas.”
“O pior é que pra onde a gente olha, tem político corrupto. Por isso o Brasil não vai pra frente.”
“E a gente que trabalha duro o dia todo e ganha uma miséria não consegue nem comprar um carro e uma casa.”
Enquanto palitavam os dentes, preparando-se para mais uma tarde de trabalho, o garçom se aproximou dos dois clientes com a conta. “Aqui está.” E saiu para atender uma senhora que o havia chamado numa mesa a uns cinco ou seis metros de distância.
“Ih, caramba, olha aqui. A conta veio errada. Em vez de três refrigerantes e uma água, eles somaram só a água e um refrigerante.”
“Pelo tempo que demoraram pra trazer, não deveriam cobrar é nada.”
“Vou chamar o garçom para avisar.”
“Até parece. Lembra da outra vez que almoçamos aqui e eles cobraram duas sobremesas a mais? Vamos descontar agora.”
“Verdade, tinha-me esquecido. É a lei da compensação, né?”
“Deve ser.”
Os dois amigos riram. Dividiram o valor total da conta por dois e juntaram o dinheiro para entregar ao garçom e o chamaram. Ele chegou, recebeu o dinheiro e agradeceu aos clientes. Assim que saiu, um dos dois amigos comentou: “na hora de receber, ele vem rapidinho”. Os dois se levantaram e saíram do restaurante. Foram para o trabalho e no caminho continuaram falando sobre a roubalheira e a falta de caráter dos políticos, argumentando que roubo é roubo, seja um real ou sejam mil.
Nem se deram conta, no entanto, de que há poucos minutos, no restaurante, eles haviam sido tão desonestos quanto qualquer político que criticavam a cada conversa sobre corrupção. Os dois amigos não se deram conta de que atitudes como a que tiveram na hora de pagar a conta no restaurante fortalece o espírito de impunidade e mancha a conduta ética e moral. Fere qualquer conceito de cidadania. E dá aos políticos corruptos mais força para que sejam cada vez mais corruptos, respaldados por pessoas que em gestos simples corroboram com a palhaçada que vemos dia após dia por parte daqueles que estão no poder.
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Muriçoca!
Ginko Biloba
Este final de semana foi um períodos de festividades para diversas tribos tricolores. Uma porque ganhou o campeonato, outra porque viu o maior rival perder, outra porque ainda sonha com a Libertadores do ano que vem.
Em ordem crescente de importância, o São Paulo assistiu essa semana à despedida de um personagem de seu time. Richarlysson não teve seu contrato renovado e, não por isso, mas o tricolor do Morumbi terminou o ano sem conquistas importantes.
O tricolor gaúcho ainda espera, sofrendo e torcendo para os argentinos do Independiente derrotarem o Goiás na final da Sul-Americana para participarem da Libertadores.
O importante foi o tricolor carioca que levouo caneco 26 anos depois de ser campeão pela 1ª vez. Mas o que eu queria destacar é que, mais importante do que não deixar o Curinthia ser campeão, o Fluminense derrubou uma teoria que eu tinha.
Todos os anos acontece no Brasil uma dança das cadeiras com os técnicos de futebol. Os campeonatos mal começam e cabeças começam a rolar. Eu sempre pensei que o técnico não fizesse tanta diferença no resultado alcançado por um clube. É claro que faz, mas o que eu pensava é que, um time que está caindo, provavelmente vai cair do mesmo jeito, seja quem for o cara do lado de fora. Eu sempre percebi que a mudança de técnico funcionava por algumas rodadas, mas via isso apenas como um sopro de motivação que logo ia embora, como foi quando o São Paulo disoensou o Ricardo Gomes, ou quando o limitado palmeiras trouxe o Felipão... E você pergunta, mas o Palmeiras realmente não ganhou nada, nem o São Paulo... Ué? Mas isso não confirma a minha teoria? Quase, quase...
O técnico campeão brasileiro, que "recusou" a seleção brasileira foi, novamente Murici Ramalho. Eu, como torcedor do São Paulo Futebol Clube, deixo aqui os parabéns para o técnico que foi uma vez vice campeão brasileiro com o Internacional e quatro vezes campeão, três com o SPFC e uma com o Flu, (atenção, são praticamente cinco títulos) em seis anos!
sábado, 4 de dezembro de 2010
Precisava???
Ginko Biloba
Tem coisas que só a Philco faz pra você. E tem coisas que a minha inteligência limitada não consegue compreender! Uma delas é a seguinte, se você não está preparado, não é um domador de circo, não tem um chicote na mão, não é o Crocodilo Dundee, nem o Mike Tyson e nem o Beto Carreiro, você não provoca uma onça com vara curta. É claro que os traficantes dos morros do Rio nunca pensaram que a polícia fosse fazer o que fez, mas a questão é ELA PODE FAZER. Se há a possibilidade, será que vale arriscar? Desta vez não valeu!
Não suficiente, essa minha limitação não permite que eu compreenda outra coisa. Depois de décadas desacreditada, sendo alvo de filmes, livros, teorias da conspiração, músicas etc, por que cargas d'água a polícia não aceita essa onda de popularidade que nunca houve na história desse país e faz um serviço certo? Tem que abusar? Será que isso já está impregnado na pele dos policiais? Será que tipo o Máscara, que quando coloca a farda não consegue se controlar? A sensação de poder já não basta, ele tem que exercer esse poder intimidando a população? Ests semana já começaram a pipocar na internet notícias de policiais abusando da "boa vontade" de moradores. Segundo acusações, a polícia entra e pega qualquer dinheiro que o dono da casa não consiga explicar MUITO bem, perfumes, jóias etc.
Espero que isso acabe logo e que a polícia consiga conquistar o espaço que perdeu há muito tempo!
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
O incrível Huck
Ginko Biloba
Como diria Sônia Abrão, coluna social e fofoca de televisão também é cultura! Brincadeira, ela não disse isso, eu acho, mas senti que precisava dizer alguma coisa.
Ontem estava ouvindo um programa de rádio (Caminhos Alternativos, já comentado aqui no blog) e um dos entrevistados era o fotógrafo Araquém Alcântara. O papo foi excelente e me chamou atenção quando ele comentou sobre a impotência que sente durante muitas vezes enquanto fotografas cenas perturbadoras (não Gerson perturbadoras, mas queimadas, injustiças etc.). Acho que muita gente pensa isso quando vê alguma situação perturbadora com a qual não podemos fazer nada ou não sabemos o quê fazer.
Aí, voltando para a coluna social e fofoca de TV, vi pelo twitter e pelo site da Patrícia Kogut, uma coisa que me chamou a atenção. Enquanto celebridades e artistas andam pra lá e pra cá em carros blindados, cheios de segurança e fugindo de paparazzi, um cara narigudo aparece em fotos no meio do complexo do Alemão, andando "de boa" e sendo seguido por uma multidão. Não é traficante e nem policial do Bope. Não, não é o Capitão (agora Coronel) Nascimento, mas é um cara que faz tanto bem para comunidades carentes que poderia ensinar muita gente. Quem assistiu o segundo filme do Incrível Hulck deve lembrar que ele começa no Brasil, treinando jiu-jitsu pra manter a calma e se escondendo em uma favela carioca. É claro que este posto é sobre o Luciano Huck. Desta vez ele não deu dinheiro pra ninguém, mas só a presença e a manifestação que ele faz, já é o tipo de coisa que mobiliza uma série de pessoas e recursos.
Já faz tempo que percebi isso, mas só agora caiu a ficha de escrever. É claro que ele ajuda uma parcela mínima da população que precisa, mas ele faz alguma coisa. Também não quero dizer que todo mundo deva dar um pouco do seu para um desconhecido "só" porque ele tem menos que você. Quero apenas admirar a capacidade que um cara como o Luciano Huck tem de promover isso. Desde a época do Agora ou Nunca, Lar Doce Lar e outros quadros que ele teve em seu programa ele mostra que é possível ajudar outras pessoas, e mais, sempre cobrando algo em troca. Ah, a cobrança é um desafio "baba" mas é simbólico para dizer que aquilo não está vindo de graça.
Guardadas as devidas proporções, acho que ele é a Oprah brasileira.
Pra quem não lembra, aí vão apenas algumas das histórias que fazem desse narigudo um cara do bem.
Ong de surf no Rio de Janeiro que ajuda crianças carentes.
Incentivo a educação por meio do quadro Soletrando.
A história da grande família Souza de Sergipe, que ajuda mais de 40 crianças.
Isso entre tantas outras me fazem pensar que, se eu fosse o Juca Kffuri, daria o Troféu Osmar Santos pra ele!
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
É a nossa cara!
Ginko Biloba
Parece que chegou ao fim o grande mistério que nos atormentava todos as noites na televisão por volta das 21 hs. Um mistério fétido e que ninguém sabia onde ia parar. E a resolução surpreendeu muita gente. Tem quem tenha gostado e quem não tenha gostado. Ninguém entendeu ainda se a justiça vai ser feita ou se já foi feita. Acho que tem muita gente esperando a ficha cair.
É claro que você não vai ler sobre o Gerson aqui no Boca Livre. O mistério que foi resolvido é o deputado estadual eleito por São Paulo, Tiririca!
Essa semana o TRE de São Paulo absolveu Tiririca da acusação de falsidade ideológica. O ditado que ele realizou há alguns dias já havia constatado que ele não é "totalmente analfabeto" e, portanto, irá assumir o cargo de deputado no ano que vem.
Como disse, há quem tenha gostado, há quem não tenha, mas eu concordo com o presidente Lula. O Congresso Nacional é um retrato da sociedade. Ninguém se questionou se ele era alfabetizado antes de ele ser eleito. Ninguém se preocupou se a declaração dele era falsificada ou não. Eu tenho certeza que muita gente votou nele como forma de protesto. Mas é isso que acontece quando não se conhece as armas que se tem.
Quer protestar, vote branco, abestado. Anule seu voto, abestado. Escolha alguém em quem você acredita, abestado!
Agora, condenar o "cara" depois do jogo terminado? Aí não né?! Isso só o corinthians pra ganhar o brasileirão anulando jogos!
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
202 anos de atraso?
Ginko Biloba
A saga de Marty McFly e do doutor Emmet Brown já terminou há alguns anos com milhões de fãs, admiradores, porém com muitas teorias furadas.
O capacitor de fluxo, usado para transformar lixo em combustível deu origem ao bio-diesel e combustíveis renováveis, roupas que mudam de cor, quase existem. Carros ainda não voam, skates muito menos e a nike ainda não desenvolveu aquele tênis que se ajusta sozinho ao pé. Mas a Times Square com seus telões já quase reproduz a cena em que ele foge de tubarão 3D criado por holograma. Isso tudo na terra do Back From the Future.
Aqui, na terra do De Volta para o Futuro, as coisas estão se acertando, mas também estão longe de ser como um filme ou um conto de fadas. Morros invadidos no Rio de Janeiro, políticos corruptos ainda sendo eleitos, outros sem sequer saber ler e escrever. Mãs isso tudo tem explicação.
Sempre fui bom aluno e sempre estudei toda a matéria das provas. Eu gosto de história e isso já vem da época da escola, mas quando a gente é criança, as coisas não fazem tanto sentido. Tudo bem, isso aconteceu, e daí. A gente não consegue ver as consequencias de 500 anos de história quando estamos na 5ª série.
Estou lendo com 2 anos de atraso o livro 1808, de Laurentino Gomes. Laurentino é de Maringá e, se não é O Cara, é conhecido dele. É jornalista e possui cursos no exterior e mais de 30 anos de jornalismo. Quando estava na Veja foi solocitado que escrevesse "especialmente" sobre o Descobrimento, Fuga da Familia Real e Independência. A Aventura do descobrimento foi publicada em 2000 e os outros 2 temas, abortados pela revista, viraram livros (nem preciso dizer que é bonzasso – pelo menos 1808 que eu já estou lendo, o outro fica pra depois).
Voltando à 5ª série de DeLorean, eu nunca percebi o quanto expressões como, "o Brasil é o país do futuro" e outras são verdadeiras e decepcionantes.
Alguns anos depois da 5ª série, sem ouvir falar em Dom João, em Carlota Joaquina, Marquês de Pombal etc, o assunto acaba até passando batido. Uma mini-série aqui, uma reportagem ali, mas nada que pudesse fazer a ficha cair como o livro de Laurentino. Parece que tudo começa a se encaixar. O porquê do Brasil estar como está, ser como é, das pessoas serem como são e fazerem o que fazem.
Mas são fatos de 500 anos, você pode questionar. São! Fatos que se perpetuam há mais de 500 anos. Séculos de exploração que eu mesmo não entendia como determinaram o nosso destino. Mas o quê pensar de uma corte que vem para um país como o Brasil com o intuito de ficar apenas o necessário, sugando o máximo que pudesse. Se nem a corte, que poderia ter transferido todo o país pra cá e dominado o ocidente, "ligava" para o Brasil, por que os nobres, que poderiam apenas serem nobres em um reino muito mais rico, que o Brasil seria, iriam ligar? Por que os burgueses, que poderiam ficar cada vez mais ricos dominando o comércio ocidental iriam ligar? Por que os pobres, que não ganhavam nada e ainda apanhavam (literalmente) como escravos iriam ligar?
Aí deu no que deu! Depois de sugar o que podia e o que não podia, a corte volta para a Europa. Uma Europa massacrada por Napoleão, com um reino pra lá de falido que fez com que Portugal continuasse o país mais atrasado da Europa Ocidental e que o Brasil continuasse o País mais atrasado da América. É claro que estamos melhorando, mas como diz o outro, o melhor é inimigo do bom, e se eu encontrasse o "doutor" voltaria pra 1808 e dava umas dicas quentes pro Joaozinho!
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
A compra de um revólver e a Teoria do Caos
adalberto mirinda
Dias atrás, uma ficante amiga minha me disse que estava pensando em comprar um revólver porque o mundo está muito violento.
Eu só virei para ela e disse: “Você está louca?”
Ela insistiu: “Já pensou se todo mundo tivesse um revólver? Todo mundo ia ficar mais seguro”.
A ideia dela é a seguinte: todo mundo almoçando num restaurante, aí entra um ladrão e, ao dar voz de assalto, todo mundo sacaria o revólver e o ladrão ia embora sem levar um tostão sequer.
Bem, na teoria tudo é lindo. Mas na prática isso nunca iria acontecer.
Ela insistiu na ideia novamente: “Ah, mas eu vou fazer um curso de tiro, né!”
Tentei explicar para ela. “Querida, você já ouviu falar na Teoria do Caos?”
Ela fez que não com a cabeça. Mas fez um não com a cabeça mais lindo que eu já vi, que não resisti e a levei para a cama, onde fizemos amor loucamente.
Logo depois, comecei a explicar: Bem, em certo momento, a Teoria do Caos nos mostra que, por mais planejado que seja uma ação que você faça, essa ação nunca vai sair do jeito que você planejou. Nunca!
Ela não entendeu.
Eu dei um exemplo: “Imagine a seguinte cena. Um passarinho está num muro, ele bate as asas 15 vezes e voa até uma árvore. Nesse trajeto ele levou 3 segundos. Algum tempo depois, outro passarinho está no mesmo muro. Esse passarinho é da mesma raça que o segundo, o mesmo peso, o mesmo tudo. Ele bate as asas 15 vezes e voa até a mesma árvore, até o mesmo galho que o primeiro. Tudo igualzinho. Só que ele levou 4 segundos para fazer isso. Por quê? Se ele planejou tudinho?”
Ela não soube responder. Eu expliquei que é porque os seres vivos costumam fazer as coisas pensando em suas próprias ações, simplesmente. Os seres vivos, principalmente os humanos, não pensam no acaso, nos fenômenos naturais. No caso do segundo passarinho, quando ele levantou vôo, o vento poderia ter aumentado e mudado um pouco sua trajetória, ou mexido alguns centímetros o galho em que ele pousou. Por isso. Um simples e minúsculo fato pode mudar tudo.
Aí ela começou a entender. Eu resolvi trazer essa ideia para a nossa realidade.
“Imagine a seguinte cena: O seu curso de tiro é como? É em uma sala fechada, com ar-condicionado, você usando um fone de ouvido, com o instrutor ao seu lado e um alvo de papel para você acertar”. Ela concordou.
“Agora, imagine um ladrão entrando em sua casa à noite. O ventilador ligado, um calor insuportável, você só de calcinha. De repente, você ouve passos vindo da sala. Você acorda assustada, tremendo. Todo mundo sabe que, ao acordar, a gente demora um certo tempo até o cérebro acordar também. Aí você precisa se preocupar em levantar e colocar a roupa rapidamente. Você faz tudo isso sem saber exatamente o que está acontecendo. Abre a gaveta e pega o revólver, tremendo. Ouve passos vindo em sua direção, mas o barulho do ventilador atrapalha. Você não sabe em que pensar. Acaba dando um tiro no pé”.
Ela concordou comigo, desistiu de comprar o revólver e fizemos amor loucamente.
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 1
Varinhas em punho.
Alohomora.
Pronto, agora já é possível entrar, mais uma vez, na mágica história de Harry Potter.
Está na hora de crescer, sair da escola e enfrentar o mundo real. Definitivamente Harry Potter, Hermione Granger e Ronny Weasley cresceram e precisam combater o mal sem a proteção dos professores de Hogwarts e, principalmente, sem Alvo Dumbledore.
O que o diretor da escola de magia deixou para os garotos antes de morrer (Harry Potter e o Enigma do Príncipe) foi uma missão da qual eles sabem pouco: encontrar e destruir as horcruxes – objetos que contêm partes da alma de Você-Sabe-Quem. Destruí-los significa vencer o Lorde das Trevas para sempre.
Ao mesmo tempo, os três são perseguidos pelos Comensais da Morte, os servos de Voldemort, e precisam garantir sua sobrevivência. Numa fuga que revela paisagens belíssimas, os três passam por conflitos de amizade e veem os laços que os unem se fortalecerem ainda mais, depois de todas as dificuldades.
O filme lançado neste final de semana (Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1), que é a primeira metade do último capítulo da história do bruxo mais famoso da atualidade, se concentra especialmente na busca pelos objetos escondidos pelo Lorde das Trevas, mas tem espaço para algumas cenas de ação interessantes, perdas importantes e comoventes, um pouco de drama e muita obscuridade.
É o filme mais maduro até agora, foge das situações infantis vividas pelos três amigos de Hogwarts até então. É também o mais fiel ao livro, com maior duração e a possibilidade de explorar bastante os conflitos, os detalhes e os diálogos presentes no sétimo e derradeiro livro da saga HP.
Lumos.
Ambiente iluminado, é hora de começar a encontrar as respostas e a força para a batalha final.
A batalha entre HP e Você-Sabe-Quem é inevitável. Mas sempre há uma luz no fim do túnel e Harry, Ronny e Hermione estão tentando alcançá-la. Quem assistiu à primeira parte de HP7 pode até pensar: “mas e aí, acaba assim?” Bom, considerando que se trata de um livro dividido em duas partes, não poderia ser diferente. Não há exatamente um final para o filme, mas uma interrupção. E a história deve recomeçar na metade do ano que vem, quando será lançado HP e as Relíquias da Morte – Parte 2.
Nox.
De volta ao escuro, HP7 é a história mais sombria, mais dramática e, com certeza, está entre as três mais empolgantes (eu tenho uma leve preferência pela Ordem da Fênix). Talvez na primeira parte do filme isto não fique tão evidente, mas é só esperar pela segunda metade do filme. Com certeza o que não vai faltar serão batalhas eletrizantes, mais perdas, mais escuridão e muitas pontas soltas no primeiro filme serão atadas na segunda parte.
Reduccio.
Se não agüentar se conter de curiosidade, leia o livro. Se não for possível, tente reduzir ao máximo a expectativa. Afinal, o tempo passa rápido e quando menos esperarmos, lá estará a metade de 2011 e a conclusão de HP, a saga literária mais cinco estrelas que eu já li e integrante do meu top 10 do cinema, sem dúvida.
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Será o fim?
Você está de TPM? Ansiosa (o)? Irritado(a)? Terminou com namorado (a)? Discutiu com os pais? É viciado em doce? Faz dias que não transa? Enfim, são vários os motivos para recorrer ao fabuloso chocolate. Ou melhor, não é preciso motivos para gostar desta delícia.
Mas parece que aqueles que gostam tanto de chocolate quanto eu, vão ter motivos para se preocupar. Estava dando uma navegada na internet, (afinal, navegar é preciso. Se não, a rotina te cansa!) e eis que descubro em um dos blogs da Revista Superinteressante, que vai ser preciso muito mais do que vontade para comer um chocolatezinho. A matéria diz que em 20 anos, chocolate vai ser mais caro que caviar!!!
O problema é que a demanda por chocolate é muito maior que a quantidade de cacau cultivada no planeta. Isso pode ser visto como uma crise iminente, ou para os mais empreendedores, uma oportunidade latente de investir em plantações de cacau. Pra saber mais detalhes, dê uma olhadinha na matéria aqui (fikdik)